sábado, 28 de enero de 2006

Vai se acabando janeiro...


Duas Cores


Mombojó


Composição: Felipe S


agora eu sei o que quero enxergar
esse colorido não devia mais me enganar
porque a cor deforma
quando a luz vem a brilhar
e assim seu olho começo a decifrar

Agora eu sei o que quero enxergar
Esse colorido não devia mais me enganar
Porque a cor deforma
Quando a luz vem a brilhar
E assim seu olho começo a decifrar

Dai-me outra cor
Que não seja a do seu olhar
Dai-me outro amor
Que venha pra me perpetuar
Dai-me outra cor
Que não tenha o que eu quero enxergar
Dai-me uma dor
Que sirva para eu acordar
Dai-me outra cor, dai-me um amor, dai-me uma dor

Pelas esquinas que eu andei
Nenhuma delas te encontrar
Mas eu tou sempre por aqui
Quando quiser, é só chamar
Andando reto, sem destino
Vivendo sempre do passado
Não quero mais me desmentir
Eu não vou mais te procurar


 


****


Dia bom... O sol batendo no meu rosto. Forte. Três horas de sono apenas. Depois de uma noite maravilhosa. Aniversário da Caju. Pessoas como ela atraem borboletas... Samba, forró, bossa, mpb... Como é bom cantar... Até as seis da manhã. Cantando amanhecemos o dia...


Mas o sol batia forte no meu rosto e me levantei. Após tantos anos, voltar a montar a cavalo... Passo, trote, galope... O ritmo, a força, a cadência... Voltar a um mundo que já quase não era meu... Minha bunda já dói um pouco. Amanhã serâo as pernas, a cintura... A dor é também parte da vida. É a certeza de que ainda tenho carne - e tenho o espírito que me leva mais próximo de onde quero ir, mesmo sem saber aonde chegar...


Voltar a dormir, entre planos e pensamento, que tantas vezes mais se desfarão antes mesmo de que eu recobre a consciência. Em seguida, levantar-me. Mais música. Muita música. Eu ainda não estou preparado...


Tomo o meu chá e me preparo para dormir. A conclusão de mais um dia. Tão próprio, tão sereno. Tão eu - sim, algumas vezes eu sou assim...


 


***


E Giu: os abismos... Você não entendeu... Os abismos são belos. Paixões...


 

domingo, 22 de enero de 2006

Abismos...

Quero me jogar do abismo.

Quero cair, cair, cair...

E chegar ao fundo. Bater-me contra o chão, estilhaçando-me em mil pedaços.

Cada ínfimo pedaço de mim em contato com a terra, com as pedras, com os bichos, os vermes.

Quero me jogar do abismo.

Sentir o misto de gozo e dor da queda. Enfrentar o dilema entre agarrar-se ao que ao alcance da mão estiver e abdicar de qualquer tentativa de salvação.

Quero me jogar do abismo. De corpo inteiro.

Soltar-me pesado...

Quero me jogar do abismo.

Mas o abismo não há.

E é por isso que, às vezes, eu fico triste...

 

Ando à procura de um abismo.

Alto. Vertiginoso. Que o olhar não alcance seu fundo.

Não posso viver assim na planície.

Quero me jogar do abismo.

Eu preciso de um abismo para me jogar...

Um que me desafie. Que atice em mim o mais selvagem, o mais humano.

Um que me convide à entrega. Total e insana.

 

Estou farto de razões. Sabe o Deus que nunca quis para mim muitas razões.

Minhas razões as dou aos outros.

Eu quero para mim um abismo.

Um abismo para me jogar.

De corpo pesado.

sábado, 21 de enero de 2006

O google falhou...

Não é novidade para ninguém que tenho sérios problemas de insônia. Não é sempre, mas há épocas...

Tampouco é novidade que, em geral, acordo cedo. E durmo cedo...

Por isso fico tão feliz quando acordo, num sábado como este, olho no relógio e o ponteiro já passa das dez...

Sol forte... Fui ler o jornal no parque, à beira do lago. Ao lado de uma escrota nojenta que se lambuzava de amônia. E o pior: deixou o frasco vazio lá, de presente. Gente porca é foda. Mas tudo bem: no auge da minha consciência cívica e do meu espírito benfeitor (o que é muito raro), recolhi o lixo dela quando fui embora.

Mas isso demorou um tempo. Antes, li calmamente todo meu jornal, comi as últimas frutas que restavam na geladeira (hoje é dia de supermercado), tomei mate con obleas, fiquei olhando os gansos. Sol forte. E eu, naturalmente, sem protetor. Estou agora, naturalmente, vermelho... Fazer o quê? Passa.

Depois, voltar à casa, olhar os e-mails, encontrar virtualmente alguns amigos (que bom é conversar com o Renato), comer (o que sobrou na geladeira... hoje é dia de supermercado...).

Mais tarde tem festa. Mas tem cinema antes. Será o quarto filme argentino da semana. Herencias, desta vez. Assisti também Imposible e Extraño. Contudo, foi Cielo Azul, Cielo Negro que realmente impressionou. Um dos melhores filmes que já assisti até hoje. Uma viagem, uma experiência. Uma descarga de sensações, desconexas, confusas, densas, imperativas. Teria que assistir de novo para poder falar que isso... Mais uma vez, eu vou. Alguém vai? Nem sei...

Aliás, recuperando-me do baque. Ai, eu juro que não esperava. Veio fulminante a notícia... E o pior: naquela mesma noite... Do mesmo modo que eu havia pensado... Outros personagens, porém. Quer dizer, outro personagem, no singular. Vaga boa... Enfim, adelante. Siempre adelante...

Afinal, haverá outras vagas, não? A culpa é minha, que só gosto de estacionar à sombra. E não é qualquer sombra...

Enfim, ainda vai aparecer. Enquanto isso, haja gasolina!

A perspectiva da festa é boa. Versão segunda da mesma de algum tempo atrás. Reencontrar-me com a Brasília cuja cara sempre se transmuta... E já nem é ruim...

E dá-lhe Rolling Stones. E Ella Fitzgerald... Contraste? Isso é que é bom...

 

***


Time Is On My Side (Norman Meade)


Time is on my side (Yes it is)
Time is on my side (Yes it is)
Now you always say that you want to be free
But you'll come running back, you'll come running back
You'll come running back to me

Yeah, time is on my side (Yes it is)
Time is on my side (Yes it is)
You're searching for good times, but just wait and see
You'll come running back...

Go ahead, baby, go ahead. Go ahead and light up the town
And baby, do anything your heart desires
Remember, I'll always be around
And I know like I told you so many times before
You're gonna come back
Yeah, you're gonna come back, baby
Knockin', yeah, knockin' right on my door, yeah!

Time is on my side (Yes it is)
Time is on my side (Yes it is)
Cause I've got real the love, the kind that you need
You'll come running back...

Yeah, time, time time is on my side (Yes it is)
I said, time, time, time is on my side (Yes it is)
I said, time, time, time is on my side


 


***


(I'm gonna) Cry Out of My Heart


Ella


 


Incrível! Não consegui encontrar a letra no Google!!! Enfim, deve ser a previdência divina... hehe


 

 

viernes, 20 de enero de 2006

Axioma

Lei irrevogável da dura realidade vital: vaga boa está sempre ocupada. E, se não estiver, é só uma questão de tempo. Muito pouco tempo. Muito, muito, muito pouco.

 

Puta que pariu: eu só ando em marcha lenta!!!

miércoles, 18 de enero de 2006

Esclarecendo...

Para que não haja mal-entendidos. Isso daqui realmente quase serve o propósito de um diário. Íntimo? Claro: tudo que escrevo é íntimo. Todas as palavras são íntimas, todos os sentimentos o são. Público? Não. Definitivamente não. Se isto realmente é como um diário, seria muita ingenuidade ou desconhecimento supor que eu abriria as páginas da minha intimidade a toda a qualqiuer pessoa. Abro-as a quem acredito merecer.Àqueles que me aportam coisas e também a quem importo. Mas, da mesma maneira que as abro, fecho-as. Desculpem-me os ofendidos, mas não tenho que aturar "despelotes" raivosos e descomensurados. Não aqui.

Aquele que me falta ao respeito, aquele que não se esforça para me entender e que não se revela em igual medida, desculpem-me a petulância, mas não merece entrar aqui...

Enfim... Só mesmo a título de esclarecimento.

Mas não se assustem. Ao permitir-lhes entrar na minha intimidade, convido-os, na verdade, a dialogar. Convido-os à provocação, à ousadia. Isso será muito melhor se compartilhado for.

Os amigos sempre ficam...

 

***

 

Show de jazz ontem... Muito bom. É impressionante a diversidade de pessoas que co-habitam o lounge do Meliá. Em um ambiente forjado na afetação e no raso, circlam e misturam-se desde velhotes acompanhados por garotas, digamos, profissionais, até malas vestidos com camisetas regatas nojentas e botas de bico fino... Eu, como sempre, tênis, jeans e camiseta (manga comprida!)...

A voz era conhecida. E me reconheceu. Fiquei feliz, não escondo. Não sei se se lembrou do meu nome, mas sussurei-lho como por acaso quando ela anotava meu número no celular. Não, claro que não vai ligar. Mas se usá-lo ao menos para divulgar seus próximos shows, já terá servido o propósito.

Como eu dizia, a voz era conhecida. Mas como estava diferente... Tempos atrás, dedicava-se ao agudos enérgicos da disco... Agora, veste-se na suavidade do jazz, improvisando notas que às vezes surpreendem - e muitas poucas vezes, como é inevitável, desliza... Gostei dessa nova voz. Também gostava da antiga. Mas, quando encerrou com Summertime (a pedido de um mané nouveau riche de 25 anos que não parava de encher o saco), deixou claro que é a mesma voz. Versátil. Mutante. Feminina e forte. Sin perder la ternura jamás... hehehe

Ela, outra ela, vinha. Mas não veio. Mas vinha. Pelo menos me convenceu de que queria vir. Não veio. mas ligou. E eu liguei. E me ligou de volta. E, no final, nos vimos. Cervejas entre amigos. Seus amigos, na verdade. Novos conhecidos. Simpáticos. Conversas sobre livros, coisas, os mistérios que rondam nossas vidas. Onde fica o detector de ansiedade do computador? É incestuosa a relação entre números primos? Luzes acesas significam o fim? Conversa boa, em boa companhia.

E algo que pretende ser um vestígio de um início de algo...

Voltei para casa. Dormi. Como quem tem a consciência limpa...

 

Hoje, festival de cinema latino. Por latino, entenda-se argentino, chileno e mexicano, nessa ordem. Vou. Quem vai? Vai?

 

***

FEVER

 

Never know how much I love you
Never know how much I care
When you put your arms around me
I get a fever that's so hard to bear

You give me fever, when you kiss me
Fever when you hold me tight
Fever in the morning
Fever all through the night

Sun lights up the daytime
Moon lights up the night
My eyes light up when you call my name
'Cause I know you're gonna treat me right

Everybody's got the fever
That is something you should know
Fever isn't such a new scene
Fever started long ago


Romeo loved Juliet
Juliet, she felt the same
When he put his arms around her
He said, "Julie baby, you're my flame"

Captain smith and Pocahontas
Had a very mad affair
When her daddy tried to kill him
She said, daddy oh don't you dare
"He gives me fever
"With his kisses
"Fever when he holds me tight
"Fever, I'm his misses
"So, daddy, won't you treat him right"

Fever, when you kiss them
Fever, if you live and learn
Fever, 'til you sizzle
What a lovely way to burn

martes, 17 de enero de 2006

Olhe aqui, Mr. Buster - Vinicius de Moraes


Uma crônica do Vinícius, para animar o dia...


Hoje tem show de jazz... Eu vou. Hum... quem mais vai? Hum...


 


Olhe aqui, Mr. Buster *
Vinícius de Morais


 



* Este poema é dedicado a um americano simpático, extrovertido e podre de rico, em cuja casa estive poucos dias antes de minha volta ao Brasil, depois de cinco anos de Los Angeles, EUA. Mr. Buster não podia compreender como é que eu, tendo ainda o direito de permanecer mais um ano na Califórnia, preferia, com grande prejuízo financeiro, voltar para a "Latin America", como dizia ele. Eis aqui a explicação, que Mr. Buster certamente não receberá, a não ser que esteja morto e esse negócio de espiritismo funcione.


Olhe aqui, Mr. Buster: está muito certo
Que o Sr. tenha um apartamento em Park Avenue e uma casa em Beverly Hills.
Está muito certo que em seu apartamento de Park Avenue
O Sr. tenha um caco de friso do Partenon, e no quintal de sua casa em Hollywood
Um poço de petróleo trabalhando de dia para lhe dar dinheiro e de noite para lhe dar insônia
Está muito certo que em ambas as residências
O Sr. tenha geladeiras gigantescas capazes de conservar o seu preconceito racial
Por muitos anos a vir, e vacuum-cleaners com mais chupo
Que um beijo de Marilyn Monroe, e máquinas de lavar
Capazes de apagar a mancha de seu desgosto de ter posto tanto dinheiro em vão na guerra da
Coréia.
Está certo que em sua mesa as torradas saltem nervosamente de torradeiras automáticas
E suas portas se abram com célula fotelétrica. Está muito certo
Que o Sr. tenha cinema em casa para os meninos verem filmes de mocinho
Isto sem falar nos quatro aparelhos de televisão e na fabulosa hi-fi
Com alto-falantes espalhados por todos os andares, inclusive nos banheiros.
Está muito certo que a Sra. Buster seja citada uma vez por mês por Elsa Maxwell
E tenha dois psiquiatras: um em Nova York, outro em Los Angeles, para as duas "estações" do
ano.
Está tudo muito certo, Mr. Buster – o Sr. ainda acabará governador do seu estado
E sem dúvida presidente de muitas companhias de petróleo, aço e consciências enlatadas.
Mas me diga uma coisa, Mr. Buster
Me diga sinceramente uma coisa, Mr. Buster:
O Sr. sabe lá o que é um choro de Pixinguinha?
O Sr. sabe lá o que é ter uma jabuticabeira no quintal?
O Sr. sabe lá o que é torcer pelo Botafogo?




in Para viver um grande amor (crônicas e poemas)
in Poesia completa e prosa: "A lua de Montevidéu"
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lunes, 16 de enero de 2006

La herencia más preciosa


Me pregunta la petiza qué son planes, sueños, estrategias. Me pregunta, aunque no le interese la respuesta. Pero sí quiere saber que viene después de la felicidad – ese anhelo universal y tan humano. Cuántas cosas querrá saber? Habrá respuestas para todas ellas?


Me las pregunta en medio de una noche insomne… Yo me revolvía en mi cama, intentando digerir toda aquella carne que me había tragado el día anterior… Resultado de un asado entre amigos. No hay dudas que fue un momento de felicidad. Y la noche insomne, será lo que viene después de la felicidad? Me parecería muy cretino contestarle así… Aunque en realidad no vaya mucho más allá de eso. Es que soy así, cretino… Pero bue, intentemos ser un chiquitín más dignos…


Por aturrante, no le doy la respuesta a medias. Si quiere saber qué viene después de la felicidad, tengo primero que explicarle qué son planes, sueños, estrategias. Empecemos por planes. La definición se da por el contraste y la ausencia. Planes son esas cosas que la petiza tiene y yo no. No que no me gustaría tenerlos, al contrario. Pero no se me da… No sé si me explico. A ver… Un plan es algo grande. A menudo me refiero a planes menores: un viaje a Rio, mi programación para el finde, la decisión de correr cada mañana en el parque o la cena que pienso preparar en cuanto llegue a casa y que antecederá el libro que leeré. Aunque les diga planes, no merecen tal denominación. Son demasiado ordinarios… Están empapados de la coyuntura, las emociones del momento, la irracionalidad de los mortales. Prefiero llamarles tácticas. O estratagemas para sobrevivir en medio al caos. Uno busca ubicarse de la mejor manera posible en la tormenta de pequeñeces que le acomete. Busca sacarse buen provecho de la situación. Me considero un buen táctico. A veces más, a veces menos, he logrado hasta hoy “escapar del purgatorio de sobrevivir”. He logrado encontrar placer y goce en la rutina de la cosas – ojo: no en mi rutina, sino en la rutina de las cosas, que es distinto. Por otro lado, no soy buen planeador… La petiza sí lo es.


El planeador mira más allá del concreto e inmediato. Se proyecta en el futuro y busca intervenir en el presente de manera a moldear el porvenir. El plan es eso: una gran visión de futuro, basada en un ideal (un sueño!!!). El plan implica un proyecto: un conjunto de intervenciones y esfuerzos ubicados en el tiempo y al espacio con miras a alcanzar un determinado fin ( sea, un conyunto de estrategias!!!). Y una vez que los planes son grandiosos, a los proyectos se suele adjuntar “de vida” o incluso, los más ambiciosos, “de existencia”.


Pero, como les decía, yo no soy buen planeador. Ojalá lo fuera. Sí tengo sueños. Tengo visiones, imágenes, delirios de un porvenir. Un porvenir que es mío pero que también incluye a los demás que me rodean. Son fragmentos incoherentes de una irreal realidad futura. Estos sueños pueblan mis noches y mis días, me hacen mover. Pero me muevo sin un plan. Me muevo por impulso. Porque no soy bueno con cálculos y cuentas. No me da para abstracciones. Claro que me encantan los existencialistas franceses (sobretodo Sartre) pero no logro ponerlos en práctica… Me parecen tan ajenos – aunque yo comparto de muchas de sus preguntas. El tema es que hay otros tipos que por fin me encantan más… Pero no importan los filósofos, sino la filosofía… Pero, antes, terminemos con esta parte. Me muevo sin un plan. Y todavía, con planecitos… Las tácticas a las cuales me refería. Será por incompetencia. Otros dirían que será la falta de ambición. Incompetencia quizás. No la falta de ambición. Ambiciones las tengo y muchas. Deseos, pasiones, anhelos. Fuertes, intensos. Yo lo sé. Y trato de buscarlos, de vivirlos. Pero en un plan bastante más ordinario… Incluso porque al no creer que me espera un paraíso celestial pasada la muerte, mucho menos un voluptuoso infierno, prefiero no arriesgar… Así que soy más inmediato. Las cuestiones de más largo plazo, mañana las resuelvo, cuando tenga más informaciones sobre las cuales basar mi decisión. Desgraciadamente, cuando llegan las informaciones, llega también la coyuntura y el posible plan ya se ve reducido en táctica. Y así voy viviendo los días… Parecerá desordenado y pequeño. También irracional. Pues, que garantía tengo yo que algún día alcanzaré mis sueños? La verdad que ninguna. Pero ustedes saben mejor que yo que todo uno tiene algo de irracional. Y mi irracionalidad se traduce en una fe casi cristiana de que el universo conspira a favor de los buenos. Y yo insisto en creerme en el lado de estos… Ojalá no esté equivocado… (o si no, cagué…)


Creo así haber hecho la distinción entre planes, estrategias, tácticas, sueños, proyectos, etc… La petiza, que no se interesa por todas esas boludeces, ya me habrá puteado un millón de veces (sin malas palabras, claro) pero, con un poco de suerte, aun tenga fuerzas para llegar al final. Y el final es sencillo.


Qué viene después de la felicidad? Yo, ordinariamente, contesto a la pregunta desplazando la felicidad en el tiempo. La felicidad ya no es un sueño. No es el ideal aristotélico. De lo contrario, los que como yo no logran mirar más allá del día de mañana se cortarían de un tajo las venas desesperados en la angustia de no saber qué hacer para lograrla (una vez que no hay cursos preparatorios para estrategas…). La felicidad es más bien una coyuntura. Es el resultado de un buen tiro de dados. Algo que mezcla suerte y táctica. Pero, como suele pasar con todo que es coyuntural, la felicidad desgraciadamente se deshace. Y qué viene después? Depende. Es una cuestión de suerte. Y también una cuestión de táctica. Un cuestión de cómo enfrentarse a los hechos tal como se presentan y buscar sacar de ellos buen provecho. El resultado a veces es infelicidad. Otras veces, es más felicidad. Pero, en realidad, es siempre un mixto de los dos, en distintas proporciones. Y siempre, siempre, siempre perecible, efímero…


Pero y qué pasa con la felicidad en cuanto finalidad de la vida humana? Tiramos Aristóteles a la basura? No! Nunca! La felicidad sigue siendo el propósito último. Pero ya no es el éxito o fracaso de un gran plan. Sino más bien las fichas que le quedan al jugador de póquer, tras años y años sentado en la mesa. Quizás la distinción sea que, en esa mesa, la fichas son recuerdos.


Qué sé yo petiza… 


Qué bueno estuvo el asado... 

domingo, 15 de enero de 2006

Churrasco de domingo

Dia de churrasco no Parque. Maravilhosa idéia, dessas que aparecem de repente...

Mais uma vez, pessoas inadvertidamente misturadas resultando em uma combinação surpreendente agradável.

Carvão, picanha, vinagrete, farofa, cerveja... Uns acendendo o fogo, outros cortando cebola, eu salgando a carne (que, como a Jana insiste em me lembrar, ficou salgada para caralho!!!)

E muita conversa boa, muita história, muito riso.

E muito, muito sol...

Fossem os dias sempre assim. De repente, uma idéia...

O que seriam dos planos sem as pessoas. O que seríamos nós sem os amigos. O que seríamos nós sem a esponteneidade... Ela, que reside no seio de toda criação.

Amar é realmente um verbo intransitivo...

sábado, 14 de enero de 2006

Sol...

Volta o sol, depois de tanta chuva, depois de tanta nuvem. Hum... É bom. Mas como é quente. Acho que nem me lembrava que o verão era assim...

Novamente, meio sem temas para escrever. Falta também a técnica. Menos importante, falta a inspiração. Mas vale registrar que a semana vai aproximando-se do fim com um balanço positivo. Nada que possa ser mensurável. Nada que possa ser explicado em palavras claras. Mas um sentimento de que estou mais próximo. Não sei de quê. Não sei quanto mais. Mas eu estou bem. E talvez a isso se chame felicidade.

 

 

ONE STEP CLOSER

U2 - How to dismantle an atomic bomb

 

 

I'm 'round the corner from anything that's real

I'm across the road from hope

I'm under a bridge in a rip tide

That's taken everything I call my own

 

One step closer to knowing

 

I'm on island at a busy intersection

I can't go forward, I can't turn back

Can't see the future

It's getting away from me

I just watch the tail lights glowing

 

One step closer to knowing

 

I'm hanging out to dry

With my old clothes

Finger still red with the prick of an old rose

Well the heart that hurts

Is a heart that beats

Can you hear the drummer slowing?

 

One step closer to knowing

 

***

 

Mudando de tema, tenho pensado em várias coisas. Viagem ao Rio (para ver os Stones em Copacabana e de quebra visitar a família), passar uns dias na fazenda da Jade, acampar com o Darío, ir à Chapada Diamantina, fazer o percurso São Luís-Fortaleza (mas isso, só no meio do ano). Nada é certo. São tudo desejos. E se vão moldando ao sabor dos dias...

Enquanto isso, continuo correndo. E cheguei à conclusão que de prefiro o Parque da Cidade nas primeiras horas da manhã, antes ainda do sol se firmar no céu... Como me faz bem aquele ar, aquele frio, o cheiro do orvalho que vai secando, a névoa que vai se abrindo... Devo realmente pensar em comprar um tênis decente, ou meus pés vão acabar sucumbindo a tanta epifania... De maneira bem concreta, diga-se.

Só para registrar: amo meus amigos!

martes, 10 de enero de 2006

Una más...

Más de cien mentiras

Joaquín Sabina

(Esta boca es mía)

 


Tenemos memoria, tenemos amigos,
tenemos los trenes, la risa, los bares,
tenemos la duda y la fe, sumo y sigo,
tenemos moteles, garitos, alteres.


Tenemos urgencias, amores que matan,
tenemos silencio, tabaco, razones,
tenemos Venecia, tenemos Manhattan,
tenemos cenizas de revoluciones.


Tenemos zapatos, orgullo, presente,
tenemos costumbres, pudores, jadeos,
tenemos la boca, tenemos los dientes,
saliva, cinismo, locura, deseo.


Tenemos el sexo y el rock y la droga,
los pies en el barrio, y el grito en el cielo,
tenemos Quintero, León y Quiroga,
y un bisnes pendiente con Pedro Botero.


Más de cien palabras, más de cien motivos
para no cortarse de un tajo las venas,
más de cien pupilas donde vernos vivos,
más de cien mentiras que valen la pena.


Tenemos un as escondido en la manga,
tenemos nostalgia, piedad, insolencia,
monjas de Fellini, curas de Berlanga,
veneno, resaca, perfume, violencia.


Tenemos un techo con libros y besos,
tenemos el morbo, los celos, la sangre,
tenemos la niebla metida en los huesos,
tenemos el lujo de no tener hambre.


Tenemos talones de Aquiles sin fondos,
ropa de domingo, ninguna bandera,
nubes de verano, guerras de Macondo,
setas en noviembre, fiebre de primavera.


Glorietas, revistas, zaguanes, pistolas,
que importa, lo siento, hastasiempre, te quiero,
hinchas del atleti, gángsters de Coppola,
verónica y cuarto de Curro Romero.


Tenemos el mal de la melancolía,
la sed y la rabia, el ruido y las nueces,
tenemos el agua y, dos veces al día,
el santo milagro del pan y los peces.


Tenemos lolitas, tenemos donjuanes;
Lennon y McCartney, Gardel y LePera;
tenemos horóscopos, Biblias, Coranes,
ramblas en la luna, vírgenes de cera.


Tenemos naufragios soñados en playas
de islotes son nombre ni ley ni rutina,
tenemos heridas, tenemos medallas,
laureles de gloria, coronas de espinas.


Tenemos caprichos, muñecas hinchables,
ángeles caídos, barquitos de vela,
pobre exquisitos, ricos miserables,
ratoncitos Pérez, dolores de muelas.


Tenemos proyectos que se marchitaron,
crímenes perfectos que no cometimos,
retratos de novias que nos olvidaron,
y un alma en oferta que nunca vendimos.


Tenemos poetas, colgados, canallas,
Quijotes y Sanchos, Babel y Sodoma,
abuelos que siempre ganaban batallas,
caminos que nunca llevaban a Roma.

Siempre Sabina...

Mi amigos no lo entienden y amenazan bajarse del auto cuando me pongo a escuchar a Sabina... Por suerte, las amenazas nunca se concretan. Por lo menos hasta hoy, nadie se ha tirado por la ventana y nuestras más grandes tragedias nunca son más grandes que dos o tres copas de más...

Y yo, sigo escuchando a Sabina...

 

 

Whisky sin soda (boda sin sexo)

Joaquín Sabina

(Juez y Parte)

 


Sólo cumplo años los años bisiestos que acaban en dos
Gasto más que gano, vivo con lo puesto menos un botón,
No tengo costumbre de guardar la ropa si voy a nadar,
Nunca le hago ascos a la última copa ni al próximo bar,
Vendí por amores y no por dinero mi alma a Belcebú
Y de las dos majas de Goya prefiero la misma que tú.
¿Qué voy a hacerle yo,
si me gusta el whisky sin soda,
el sexo sin boda,
las penas con pan?
¿Qué voy a hacerle yo,
si el amor me gusta sin celos,
la muerte sin duelo,
Eva con Adán?
Opino con sade que al deseo los frenos le sientan fatal,
Nunca entiendo el móvil del crimen, a menos que sea pasional;
Si estrené algún himen, si rompí algún plato en mi mocedad,
Hoy, ta retirado, sólo robo y mato por necesidad.
Siempre que la muerte viene tras mi pista me escapo por pies,
Hay que estar al loro si eres trapecista y saltas sin red.
¿Qué voy a hacerle yo,
si me gusta el whisky sin soda,
el sexo sin boda,
las penas con pan?
¿Qué voy a hacerle yo,
si el amor me gusta sin celos,
la muerte sin duelo,
Eva con Adán?

domingo, 8 de enero de 2006

Respuesta

Hoy es un día frío y llueve, llueve mucho. Una lluvia que es más que llovizna, pero mucho menos que tempestad. Continuada... Huele a tierra y a agua. El aire trae ese perfume, que se mezcla al olor de canela en mi tasa de té. Un día para tés, diarios, libros... Un día también para mi gato - que, sospecho, anda medio aburrido, pidiendo afecto...

Hoy es un día de aquellos que se va arrastrando despacio, sin prisa. Día de largos minutos en que la respiración misma alcanza otro sentido. Otros sentidos también alcanzan... qué? No sé. No importa.

Me gusta estar así. Sin nada y tan lleno.

 

 

Es triste, pero te digo. Triste porque te lo tengo que decir (cuando creo que te lo sabías): éste sí es más bien un plan de vida. No el domingo, la lluvia, los libros o mi gato. No la corrida, el diario o el cine... Sino más bien esa sensación de sentir el tiempo acá adentro. Sentir no los minutos y las horas que se atropellan unas tras otras, sino sentir esas cosas impalpables, incomprensibles, tan ricas y tan intensas. Es ese contacto con el interior que al mismo tiempo me permite conectarme de manera mucho más intensa a todo que está en mi rededor. En un renovado pacto con el mundo, las personas, con las cosas, con la vida.

 

 

No confundas, mi amor, jamás, el plan con las tácticas...

 

 

(En qué idioma sueñas? En qué idioma te hablan los ángeles y las cosas más pequeñas? Ya no sé qué idioma hablo. Sin embargo, no estoy perdido...)

 

 

sábado, 7 de enero de 2006

Mon petit jardin secret...

Ah, o meu pequeno jardim secreto... Pequeno vaso, mal cuidado, negro sobre o granito. Resultado do crescimento caótico e harmônico do manjericão e do orégano. No meio, um pé de arruda que insiste em sobreviver (eu tenho certeza que um dia ele ainda decide viver de vez, pra valer...). De vez em quando me surpreendo observando-o. Vejo crescer um novo ramo, surgir um novo broto. Aliás, meu mais novo encanto consiste em observar os diversos pequenos manjericõezinhos que vão surgindo em meio ao caos... Recentemente descobri de onde vêm suas sementes... Os manjericões-pai também guardam seus filhotes em aconchegantes ninhos verdes, depois amarelos... Ah, como é bonito isso...

Meu jardim não tem ordem nem disciplina. Seus habitantes vão se amontoando uns sobre os outros da maneira que lhes convêm... A pobre arruda sofre na sua direitez, enquanto os outros se atrevem cada vez mais na tortuosidade... A cada tanto, jogo à terra um bocado de chá velho. E maravilho-me ao vê-lo embranquecer e depois unir-se à terra, aquela massa de material orgânico que tenta manter-se fértil e viva. Tudo com tão pouco que eu lhe dou. Água a cada tanto. Um pouco de chá. Minha admiração... Também meu zelo quando o vejo esmaecido, minha alegria quando vejo reanimar-se.

Ah, ce qu'il est beau mon petit jardin... Vous ne le voyez pas? Mon tout petit jardin. Aussi simple et aussi beau. Aussi vivant. Dans son chaos putrifiant... Dans son jaune et vert... Comme la vie, il se transforme et se renouvelle. Il se redécouvre... Mon jardin. Et parfois moi aussi...

 

 

jueves, 5 de enero de 2006

Así no más...

algo se detuvo en punto muerto/ y fue tan grande ese silencio, fue tan grande el desamor/ restos de un navío que encallaba/ yo te quise, yo te amaba/ no sé bien lo que pasó/ cuando los jazmines no perfuman/ cuando sólo vemos bruma, cuando el cuento terminó/ todo nos parece intranscedente/ no es cuestión de edad o de suerte/ de eso se trata el amor...

La Despedida, Fito Páez

martes, 3 de enero de 2006

Sobre bruxas e ano novo...


É, eu admito. Roubei a canção abaixo do flog do Henrique. É da Edith Piaf e, como tudo que ela canta, é lindo... Tenho tido muitos temas para escrever. Mas nÃo tenho tido nenhuma persistência... No fim, as idéias acabam indo embora. Não todas - só as melhores. Mas tem uma que vale a pena...

Manhã de 31 de dezembro de 2005. Último dia do ano. O fato em si não tem muita relevância. Meus amigos conhecem meu descaso e ceticismo em relação a tais datas. Pior: sabem do quase desgosto que nutro por essa época de fim de ano... Época de felicidade enlatada... Até a Gisele Bündchen já reconheceu isso, como a Fabi faz questão de ressaltar... Meu desprezo, porém, não muda o fato. E eis que justo neste data, dia tão revestido de simbolismo e mesmo uma aura de esoterismo, calhou de uma bruxa, essas, primas feias das borboletas, entrar no meu quarto. Primeiro, perdeu parte da asa na hélice do ventilador. Não presenciei a cena, mas deduzi-a quando comparei aquele pedaço de asa que pendia do teto com o pedaço faltante no pobre inseto, que, durante do dia, se havia acomodado na parede do meu guarda-roupa... (Agora, em retrospectiva, me lembro dos livros de biologia que falavam das bruxas em Manchester e de como elas se acomodavam nos troncos marrons das árvores vítimas da poluição...)

Também as bruxas são animais revestidas de misticismo. Segundo o gosto, pode-se dizer que trazem fortura ou mau agouro. Na dúvida e por precaução, prefiro a primeira hipótese.

Mais curioso é que a visita deste animal repetia em alguma medida episódio do ano anterior, mais ou menos em mesma época. Sim, é claro - provavelmente esta época do ano será propícia à proliferação destes insetos e, morando eu próximo ao parque, mantendo sempre minhas portas e janelas abertas ao vento, aumento com isso a chance de que também pernilongos, besouros e todos os seres alados, entre eles as bruxas, entrem e se alojem como melhor lhe convierem. Alojou-se esta, à imagem e semelhança de parente sua. Repeti então o gesto de há tantos meses e fotografei-a. De vários ângulos, com maior ou menor sucesso. Ela não se moveu. Dormia, como às bruxas lhes é dado fazer durante o dia.

E meu dia seguiu, não sem essa modesta alegria de, antes de partir para a ceia com meus amigos, verificar, uma vez mais, que ela continuava ali e que, com sorte, me trazia algum recado, uma mensagem de boas vindas e um pedido de ser menos descrente...

Bem, os fatos são fatos. Na manhã seguinte, de retorno à casa, pedaços de asa e vestígios de gosma verde manchavam a cerâmica branca, no melhor estilo Clarice Lispector. Meu gato, naturalmente, fartara-se com nossa efêmera hóspede. Meu gato, como eu, não é dado é muitas crendices e não devem ter-lhe ensinado que não é recomendável comer, em dia de Ano Novo, um inseto dito mensageiro da boa sorte - por precaução, na dúvida.

Esta bruxa conheceu o mesmo destino de sua antecessora. E, mais uma vez, achei um bom motivo para limpar a casa. Talvez assim ela tenha cumprido sua missão - se algo mais lhe era incumbido além de deixar em mim um breve sopro de leve felicidade...

 

No creo en brujas, pero que las hay, las hay...

 

Feliz 2006 para todos nós...

 

 

 

Mon manège à moi

(Jacques Constantin - 1958)






Tu me fais tourner la tête
Mon manège à moi, c'est toi
Je suis toujours à la fête
Quand tu me tiens dans tes bras

Je ferais le tour du monde
Ça ne tournerait pas plus que ça
La terre n'est pas assez ronde
Pour m'étourdir autant que toi...

Ah! Ce qu'on est bien tous les deux
Quand on est ensemble nous deux
Quelle vie on a tous les deux
Quand on s'aime comme nous deux

On pourrait changer de planète
Tant que j'ai mon coeur près du tien
J'entends les flons-flons de la fête
Et la terre n'y est pour rien

Ah oui! Parlons-en de la terre
Pour qui elle se prend la terre?
Ma parole, y'a qu'elle sur terre!!
Y'a qu'elle pour faire tant de mystères!

Mais pour nous y'a pas d'problèmes
Car c'est pour la vie qu'on s'aime
Et si y'avait pas de vie, même,
Nous on s'aimerait quand même

Car...
Tu me fais tourner la tête
Mon manège à moi, c'est toi
Je suis toujours à la fête
Quand tu me tiens dans tes bras

Je ferais le tour du monde
Ça ne tournerait pas plus que ça
La terre n'est pas assez ronde...
Mon manège à moi, c'est toi!