viernes, 26 de octubre de 2007

Y, bueno, nada...

E porque há sol. E faz um calor de matar. Mesmo que ontem tenha chovido. Muito. Tanto que o Pedro teve que trocar as pedras do Haroldo. E deu aquela preguica de sair de casa. E quando o Henrique chegou, decidimos que ficaríamos em casa mesmo. Nem fomos assistir os reincidentes. E o Pedro e o Henrique acabaram dormindo, enquanto eu me maravilhava com a fotografia de O Passageiro...

E porque é primavera e os plátanos - quando se chamam em português? - enchem o ar com essa coisa que faz espirrar e cocar os olhos... Embora talvez esse seja o único rastro de primavera. Lá na minha cidade, isso é verao. Mas lá na minha cidade é diferente - os ônibus às sete da manha já estao abarrotados de gente e nem daria para ir a Belgrano tranquilo como hoje...

E porque amanha é sábado. E nem importa se terei que passar o dia trabalhando - promessa que venho renovando há duas semanas, sempre sem cumprir. E por isso me vejo cada vez mais forcado a cumpri-la a todo custo. Mas nem é tao dramático assim. Nada é tao dramático assim. No fim, tem até teatro. Tem até ela.

E porque eu comprei esse livro de capa amarela sem nada escrito. Cheio de textos misturados em milhares de línguas, sem referências precisas. Que quando ia passando as suas páginas ia me enchendo disso que nao se pode explicar. E como comentar isso em análise? Eu que nem fui nessa semana. Vou na próxima. Gostei tanto que comprei dois. Um para presente. Que é quase um porta-retrato. Algum dia terei que pagar. Essas coisas. Enfim.

E porque, algum dia, tudo isso será borrosa lembranca. Só por isso. Escrevo.

Nada mais.

 





Beija Eu
Arnaldo Antunes, Marisa Monte

 

Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...

 

Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...

 

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...

Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...

 

Seja eu!
Seja eu!
Deixa que eu seja eu
E aceita
O que seja seu
Então deita e aceita eu...

 

Molha eu!
Seca eu!
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu
Anoiteça e amanheça eu...

 

Beija eu!
Beija eu!
Beija eu, me beija
Deixa
O que seja ser...

Então beba e receba
Meu corpo no seu
Corpo eu, no meu corpo
Deixa!
Eu me deixo
Anoiteça e amanheça...

 

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