viernes, 31 de marzo de 2006

Canalhices de um casto

Minha casa já começava a feder. Não, apenas o banheiro. Conseqüência do meu inconseqüente ato de seguir os conselhos da Giu. Deixe o vaso sempre tampado - ela diz... Com a freqüência com que lavo meu banheiro, isso é elemento suficiente para provocar náuseas cada vez que vou mijar.

Exagero, é claro. Em favor da narrativa.

Frente à falta de opção, recorri a ajuda profissional: Lílian.

Lilian limpou minha casa há um mês, creio. Penso que ela tinha a ilusão de que eu a chamaria todas as semanas. Não imagino que seja tão ingênua a ponto de esperar que eu solicitasse seus serviços com maior freqüência que isso. Esperançosa, me enviou religiosamente ao início de cada semana um SMS perguntando se haveria faxina. Lilian é uma mulher conectada às novas tendências da era da informação. Nunca respondi às suas mensagens. Mas liguei uma vez para dizer que o serviço havia sido bem feito - não se pode deixar uma mulher no total e completo abandono...

Estabeleci novo contato esta semana. Tentei ligar, mas ela não atendeu. Mandei mensagem. Sem resposta. Era a sua vez de me ignorar. Liguei novamente, mais tarde. Ela parecia não se lembrar de mim, mas aceitou. Será que se lembrava? Tive que enviar-lhe, por SMS, meu endereço, confirmando: sexta-feira, 8h30, na minha casa. Parecia um convite.

Ela chegou. Estava um pouco adiantada. Lembrei-me de que era feia. Vestia rosa. Uma saia rosa, blusinha rosa. Acho que batom rosa. Vermelho, talvez. Cabelos meio molhados. Entrou rebolativa, conversando com meu gato. Oi Gatão, lhe dizia. Rebolativa. Passou por mim. Se apoiou no sofá, quebrando a cadeira, mão na nunca. Trocamos algumas palavras, não me lembro. Certamente algo como "como da outra vez, você já sabe". Essa menina dá pra puta, pensei.

Vou trocar de roupa. E foi para o banheiro.

Eu folheava o jornal. Muitos ministros saindo e sendo substituídos por seus secretários executivos. Negociações mais que espúrias entre partidos que desconhecem o conceito de coerência ideológico-programática. Ela trocava de roupa no banheiro. Só falta sair pelada.

Tinha uma sainha preta, uma blusinha preta. Rebolativa. Passou por mim, eu lendo o jornal. Essa menina dá pra puta, pensei.

Esse jornal é de hoje?

É.

Tem classificados?

Tem. Você quer?

Meu pai disse que quinta é o melhor dia para classificados.

No fim de semana também tem muita coisa, no domingo. Você quer que eu separe para você?

Obrigada.

Tem também esses daqui, quinta e quarta. Pode levar, se quiser. Deixo seu dinheiro...

Aqui.

Ok, tenho que sair para sacar; volto e deixo com você.

Saí, voltei, tornei a sair. Me sentindo um desses cronistas sacanas, cariocas...

Logo eu... o mais canalha dos castos...

 

jueves, 30 de marzo de 2006

Judgemental

That's your fault for being so judgemental...

E eles têm medo de mim. Sim, eu me zango, eu faço cara feia, eu falo alto, falo o que não querem ouvir... Mas é só isso. Eu não sei ser diferente...

It is not a question of being judgemental...

Tampouco é uma questão de ter ou não razão, da vida ser ou não ser assim...

 

And if they are afraid of me, who's gonna throw the truths in my face?

No fim, somos só nós. Somos só Eu.

 

***

 

No meio do CD insosso novo da Marisa Monte, encontrei essa canção. Linda. Merecia entrar para o CD "Heridas" do Ike... hehehe

 

Será que alguém podia pedir para a Marisa Monte parar de sussurrar e voltar a cantar como ela fazia há dez, quinze anos atrás?

 

Saudades de ouvir música com minha mãe... hehehe. Who would guess...

 

 


Até Parece


Marisa Monte


Composição: Marisa Monte, Dadi, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown


Até parece que não lembra


Que não sabe o que passou
Não faz assim
Não faz de conta que não pensa
Em outra chance para nós dois
Olha pra mim
Não me torture, não simule
Não me cure de você
Deixa o amanhã dizer
Deixa o amanhã dizer

miércoles, 29 de marzo de 2006

Preciso me encontrar

Candeia

 

Deixe-me ir, preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir para não chorar

 

Quero assistir ao sol nascer

Ver as águas dos rios correr

Ouvir os pássaros cantar

Eu quero nascer, quero viver

 


Deixe-me ir, preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir para não chorar

 

Se alguém por mim perguntar

Diga que eu só vou voltar

Quando eu me encontrar

Depois que eu me encontrar

 





I mean it...

lunes, 27 de marzo de 2006

Não tem preço

Risoto pescatore no almoço...........................R$ 10,90 com Mastercard

Frango xadrez no Careca da 412 no jantar........ R$ 14,10 com Visa Electron

Chegar em casa depois de angustiantes 20 minutos suando frio dentro do carro e rezando para o sinal não ficar vermelho: NÃO TEM PRECO!!!

 

Puta merda. Acho que tenho que adotar uma dieta um pouquinho mais saudável...

 

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Mientras tanto: baixei a discografia completa da Marisa Monte! Viva o E-mule!

Só matando as saudades de Chocolate e Bess, You is My Woman Now...

 

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By the way - clowns are in town!!!

 

Mas o palhaço-mor pediu afastamento do cargo hoje... Tomara que arrumem uma pontinha para ele... Tadinho...

 

O dólar vai subir... Pela primeira vez, to quase comemorando. hehehe. Grande fundo do milênio!

 

domingo, 26 de marzo de 2006

Antologia sem sentido

"Facts do not cease to exist because they are ignored" - Aldous Huxley.

 

Sempre continuarei tendo um pai. E ele continuará sempre ele. Assim como minha mãe, meu tio, minha avó, minhas irmãs. Assim como ela (ainda e sempre ela), assim como eu.

Facts: gotta face them.

Parar de esconder-me, de evitar, de contornar.

Basta de jogos. Cara a cara.

A vida está para quem tem culhões...

 

"no es bueno nunca hacerse de enemigos que no estén al altura del conflicto, que piensa que hacen una guerra, y se hacen pis encima como chicos" - Páez.

 

Estoy bastante grandecito para mearme todo...

 

"a seguir adelante, con farmacia y con aguante, porque me falta lo más importante"... Calamaro.

 

But I'll find it. Somewhen, somewhere... But definitely, not beyond the rainbow. Life is here...

Te quiero igual

te quiero pero te llevaste la flor
y me dejaste el florero
te quiero me dejaste la ceniza
y te llevaste el cenicero
te quiero pero te llevaste marzo
y te rendiste en febrero
primero te quiero igual
te quiero , te llevaste la cabeza
y me dejaste el sombrero
te quiero pero te olvidaste abril
en el ropero pero igual
te quiero no me gusta esperar
pero igual te espero
primero te quiero igual
te quiero me dejaste el florero
y te llevaste la flor
pero igual
te quiero me dejaste el vestido
y te llevaste el amor
te quiero pero te olvidaste abril
en el ropero
primero te quiero igual
no sé si estoy despierto ) bis
o tengo los ojos abiertos )
te quiero, no sé si estoy despierto
o tengo los ojos abiertos
sé que te quiero y que me esperan
más aeropuertos
te quiero te llevaste la vela
y me dejaste el entierro
primero te quiero igual
te quiero pero te llevaste la flor
y me dejaste el florero
te quiero me dejaste la ceniza
y te llevaste el cenicero
te quiero pero te llevaste marzo
y te rendiste en febrero
primero te quiero igual

 

Andrés Calamaro

viernes, 24 de marzo de 2006

Extasiando

Andei tendo sonhos bizarros. Extasiantes... Well, well, is not life anything but a dream? Gotta live it all.

 

***

 

Engraçado: só recentemente me dei conta da resposta. Florbela... Sempre cálida no jardim...

O Sol sabe, eu sei. Ainda que às vezes nuvens negras tentem obscurecer a visão.

"Partir o que nunca foi inteiro"... Adorei. E você tem razão. Nunca foi e nunca será. Um eterno monte de cacos, catando os pedaços pelo caminho enquanto continua caminhando. (In)consequentemente, alguns cacos nunca mais se recuperarão, enquanto fragmentos de outras louças vão se juntando a este mosaico nem belo nem coeso mas, ainda assim, eu.

No fundo, somente eu...

 

A dor... ando cansado dela. E tirei férias de sofrer. Daqui a alguns dias, quem sabe? Mas, tenho que confessar, que preferiria que fosse a dor de um abismo...Me cansei da angústia também...  Enquanto isso, vou procurando o gozo. Será isso o sublime? Cá entre nós, sempre achei o sublime meio insosso. E um bocado arrogante.

 

Mas, se sublime for o amor, então, minha cara, esteja certa, é este sempre nosso constante destino. Por entre vales e planícies...

 

***

 

Quando volto? Eu estou aqui. Agora, pelo menos.

 

***

 

 

jueves, 16 de marzo de 2006

Sorte do Dia

Sorte de hoje (by Orkut):
Os seus talentos serão reconhecidos e devidamente recompensados
??????????????????????????????????????????????????????????????????

By whom, if I may?

 

viernes, 10 de marzo de 2006

Todos aqueles clichês...

Comecemos com um clichê: nada melhor do que um dia após o outro. Variante de: não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe. Para os otimistas: depois da tempestade, a bonança. Em contrapartida: depois da queda, o coice. Mas aí o sentido já mudou demais, né?

O fato é: cabeca vazia, oficina do diabo. E se insistem em dizer que o inferno são os outros, eu berro aos quatro ventos: l'enfer c'est moi...

Aí fudeu... hehehe

Nada. Para frente é que se anda, pois o que não tem remédio remediado está. E, me desculpem, mas o mundo não vai parar para ninguém descer... E se quiserem sentar no meio fio para ficar chorando, não contem comigo para passar a mão na cabeça. I'll keep walking, dear friend... and keep in mind you'll have to speed up to catch me up! A coisa aqui é mais na real... Wanna cry? Go on. Shit happens. But keep walking. Don't stop (doing what you're doing baby, don't stop, keep grooving, keep grooving... hehehe Madonna rules). And don't forget: vodka connects people - as well as cachaça. But beer... Faz peidar pra caralho!!!

Sair para dançar. Essa é a boa. Descer até o chão. hehe. Fodam-se os outros... Não foi com a minha cara? E eu tenho culpa se vc tem mau gosto??? Pobre diabo (além do que, estando em Brasília, 50% de chance de vc ser feia...)... E tem mais: ou leva o pacote inteiro, fechado, ou não leva nada, minha cara. Aqui é assim. E leva à vista, ok? E na vera. Mesmo porque já faz tempo que não tenho televisão e nem tenho mais inspiração para ficar imitando enredo de novela.

A vida é para quem tem culhões. Claro que às vezes a gente leva um chute no saco e dói para caralho. Mas aí vc se lembra do Chuck Norris! E pensa que também vc pode dividr por zero. hehe

Tudo isso é para dizer que, lá pelo meio da semana, eu era um cocô. Poderia ser de diarréia, né? Mas, sinto muito, meus caros... Eu não tô aqui para perder não. E dá licença, que a fila tem que andar...

Te amo, Kéroulaine! Murcha barriga (que barriga?), peito para frente, arrebita a popozuda glamurosa e... well... todos aqueles clichês. hehehe

Ah: turn off the TV... aliás,acabei de lembrar de onde aquela merda veio... PQP... chuta que é macumba, dear...

 

miércoles, 8 de marzo de 2006

Frase do dia

Frase de ontem do meu calendário:

"La plupart des hommes emploient la meilleure partie de leur vie à rendre l'autre (partie) misérable."

Jean de la Bruyère

 

Sugestivo...

hehehe

martes, 7 de marzo de 2006

Nada disso, é claro.

Sim. Ela tem razão.

(Ainda que talvez sem sabê-lo)

Sou somente eu.

 

Nem a dor, nem o amor.

São tudo vãos intentos de buscar algo que sustente.

O insustentável.

Porque viver deve ser leve...

 

Nada disso. Claro que não.

Claro. E evidente.

Mas é mesmo o óbvio que escapa às vistas.

Os olhos torpes que se perderam ao buscar o entendimento.

 

Não há entendimento.

Porque não há razão.

Há coisas que simplemente são.

Ou de-são...

 

Há que ser.

Profundamente.

À flor da pele.

 

***

 

Acho que ela não gosta dos meus abismos...

Mas o que sobra então?

A constância dos dias?

A serenidade das flores?

 

No fundo, sobraremos sempre EU.

E é por isso que tenho medo.

E choro...

 

***

 

Orbigado por voltar.

lunes, 6 de marzo de 2006

Um pouco de Alberto Caeiro. Quem diria...

Já não quero pensar em nada... E, ao mesmo tempo, tanto penso...

É falso.

Apenas sinto.

Um sentir nada que tanto é.

Mas já vai passar.

Vai. Sempre passa.

Tão certo como a dúvida.

A angústia sempre cala.

 

 


Alberto Caeiro
 
V - Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada
 





     Há metafísica bastante em não pensar em nada.
 

     O que penso eu do mundo?  
     Sei lá o que penso do mundo!  
     Se eu adoecesse pensaria nisso.

     Que idéia tenho eu das cousas?
     Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
     Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
     E sobre a criação do Mundo?

     Não sei.  Para mim pensar nisso é fechar os olhos 
     E não pensar. É correr as cortinas
     Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

     O mistério das cousas?  Sei lá o que é mistério!
     O único mistério é haver quem pense no mistério.
     Quem está ao sol e fecha os olhos,
     Começa a não saber o que é o sol
     E a pensar muitas cousas cheias de calor.  
     Mas abre os olhos e vê o sol,
     E já não pode pensar em nada,
     Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
     De todos os filósofos e de todos os poetas.
     A luz do sol não sabe o que faz
     E por isso não erra e é comum e boa.

     Metafísica?  Que metafísica têm aquelas árvores?
     A de serem verdes e copadas e de terem ramos
     E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar, 
     A nós, que não sabemos dar por elas.
     Mas que melhor metafísica que a delas,
     Que é a de não saber para que vivem
     Nem saber que o não sabem?

     "Constituição íntima das cousas"...
     "Sentido íntimo do Universo"...
     Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada. 
     É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
     É como pensar em razões e fins
     Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores 
     Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

     Pensar no sentido íntimo das cousas 
     É acrescentado, como pensar na saúde 
     Ou levar um copo à água das fontes.

     O único sentido íntimo das cousas
     É elas não terem sentido íntimo nenhum.  
     Não acredito em Deus porque nunca o vi.  
     Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
     Sem dúvida que viria falar comigo
     E entraria pela minha porta dentro
     Dizendo-me, Aqui estou!

     (Isto é talvez ridículo aos ouvidos
     De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
     Não compreende quem fala delas
     Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

     Mas se Deus é as flores e as árvores 
     E os montes e sol e o luar,
     Então acredito nele,
     Então acredito nele a toda a hora,
     E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
     E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

     Mas se Deus é as árvores e as flores 
     E os montes e o luar e o sol,
     Para que lhe chamo eu Deus?
     Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar; 
     Porque, se ele se fez, para eu o ver,
     Sol e luar e flores e árvores e montes,
     Se ele me aparece como sendo árvores e montes
     E luar e sol e flores,
     É que ele quer que eu o conheça
     Como árvores e montes e flores e luar e sol.  

     E por isso eu obedeço-lhe, 
     (Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).  
     Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
     Como quem abre os olhos e vê,
     E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
     E amo-o sem pensar nele,
     E penso-o vendo e ouvindo,
     E ando com ele a toda a hora.


 
 
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sábado, 4 de marzo de 2006

Wild horses

Wild Horses

The Rolling Stones

 

Childhood living
Is easy to do
The things you wanted
I bought them for you
Graceless lady
You know who I am
You know I can't let you
Slide through my hands
Wild horses
Couldn't drag me away
Wild, wild horses
Couldn't drag me away
I watched you suffer
A dull aching pain
Now you've decided
To show me the same
No sweeping exits
Or offstage lines
Could make me feel bitter
Or treat you unkind
Wild horses
Couldn't drag me away
Wild, wild horses
Couldn't drag me away
I know I've dreamed you
A sin and a lie
I have my freedom
But I don't have much time
Faith has been broken
Tears must be cried
Let's do some living
After we die
Wild horses
Couldn't drag me away
Wild, wild horses
We'll ride them some day
Wild horses
Couldn't drag me away
Wild, wild horses
We'll ride them some day

viernes, 3 de marzo de 2006

Até quando?

Estou farto de mentiras. Estou farto de ilusões.

Não quero mais viver a mentira que os outros inventam.

Nem mais me alimentar das esperanças vãs animadas por gestos e palavras vazios.

Estou farto de viver uma realidade às meias.

Uma vida às meias.

Estou cansado de ter que me esconder, desviar o caminho, desviar o olhar.

Estou cansado de ter que pensar nos possíveis rastros de cada ato.

Estou cansado de imaginar o primeiro sorriso, a primeira lágrima, o primeiro abraço.

Estou cansado de estar preso ao meu comedimento e "bom senso". De acatar as ordens da boa civilização.

Estou cansado de sustentar a mentira de alguém que parece se esforçar para acreditar que a mentira, na verdade, sou eu.

Eu sou real. E todos são.

Estou cansado de fingir que parte de mim não existe.

Para que os outros possam viver em sua plenitude.

 

***

 

Mas, mais uma vez, engolirei o meu cansaço em seco.

Até quando?