Sim. Ela tem razão.
(Ainda que talvez sem sabê-lo)
Sou somente eu.
Nem a dor, nem o amor.
São tudo vãos intentos de buscar algo que sustente.
O insustentável.
Porque viver deve ser leve...
Nada disso. Claro que não.
Claro. E evidente.
Mas é mesmo o óbvio que escapa às vistas.
Os olhos torpes que se perderam ao buscar o entendimento.
Não há entendimento.
Porque não há razão.
Há coisas que simplemente são.
Ou de-são...
Há que ser.
Profundamente.
À flor da pele.
***
Acho que ela não gosta dos meus abismos...
Mas o que sobra então?
A constância dos dias?
A serenidade das flores?
No fundo, sobraremos sempre EU.
E é por isso que tenho medo.
E choro...
***
Orbigado por voltar.
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