Minha vida tem sido um dia após o outro. Os planos me parecem cada vez tão mais distantes, tão mais sem sentido. Nada realmente me importa a não ser o presente momento. Na realidade, às vezes sequer o momento presente realmente importa.
Vou buscando o sentido nas coisas imediatas. Não o grande sentido das coisas. Não sei se tal sentido existe. Ando em busca do sentido tátil, do cheiro, da cor, do som... Entrar em contato direto com a matéria amorfa, densa e branca de Clarice.
Mas me perco. Saio do caminho. E me vejo de repente em um grande galpão vazio. Preencho-o com momentos de silêncio. E de nada. Poucas coisas são tão densas como o nada. Tão pesadas. Tão concretas.
Vou buscando o sentido nas coisas imediatas. Não o grande sentido das coisas. Não sei se tal sentido existe. Ando em busca do sentido tátil, do cheiro, da cor, do som... Entrar em contato direto com a matéria amorfa, densa e branca de Clarice.
Mas me perco. Saio do caminho. E me vejo de repente em um grande galpão vazio. Preencho-o com momentos de silêncio. E de nada. Poucas coisas são tão densas como o nada. Tão pesadas. Tão concretas.
Ah!!! Há vontade de gritar, de correr, de sair e me jogar. Do alto do abismo. Viver a vertigem. Irrefreavelmente, incontinentemente...
Sou cada vez mais convencido de que a vida é feita de paixões, de arroubos, rompantes. E, contudo, cada vez me vejo menos afeito a elas. Tão enquadrado, encaixado, lapidado, tolhido, moldado. Tão esquecido de romantismos oitocentistas, de devaneios pueris... Velho.
E sem planos.
Não por ausência de perspectivas. Mas por não me preocupar com elas. Por não me preocupar com o que há do outro lado da montanha. Por dar-me por satisfeito ao subi-la pouco a pouco, passo a passo, de maneira firme e constante, entendendo que a paisagem se desdobrará ante meus olhos tão logo alcance o pico.
Assim, não imagino as belezas. Mas sim desejo os picos. Com todas as minhas forças. E sem quaquer controle sobre eles. Pois as montanhas. As montanhas simplesmente estão.
Sou cada vez mais convencido de que a vida é feita de paixões, de arroubos, rompantes. E, contudo, cada vez me vejo menos afeito a elas. Tão enquadrado, encaixado, lapidado, tolhido, moldado. Tão esquecido de romantismos oitocentistas, de devaneios pueris... Velho.
E sem planos.
Não por ausência de perspectivas. Mas por não me preocupar com elas. Por não me preocupar com o que há do outro lado da montanha. Por dar-me por satisfeito ao subi-la pouco a pouco, passo a passo, de maneira firme e constante, entendendo que a paisagem se desdobrará ante meus olhos tão logo alcance o pico.
Assim, não imagino as belezas. Mas sim desejo os picos. Com todas as minhas forças. E sem quaquer controle sobre eles. Pois as montanhas. As montanhas simplesmente estão.
Ah... Não sei como estou. Não é tristeza. Não é infelicidade. É talvez impaciência. Talvez cansaço do ordinário. E dúvida. Sobre se será melhor continuar a subida ou mejogar barranco abaixo. Daqui mesmo. Sem saber se a queda vale. Sem saber se vale a subida...
(e também com preguiça de pensar em respostas...)
Fui almoçar com o Henrique e a Thais. É sempre bom ter os amigos por perto.
Hand in My Pocket
Alanis Morissette
Alanis Morissette
I'm broke but I'm happy
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah
I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby
I'm poor but I'm kind
I'm short but I'm healthy, yeah
I'm high but I'm grounded
I'm sane but I'm overwhelmed
I'm lost but I'm hopeful baby
What it all comes down to
Is that everything's gonna be fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five
Is that everything's gonna be fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving a high five
I feel drunk but I'm sober
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah
I care but I'm worthless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby
I'm young and I'm underpaid
I'm tired but I'm working, yeah
I care but I'm worthless
I'm here but I'm really gone
I'm wrong and I'm sorry baby
What it all comes down to
Is that everything's gonna be quite alright
I've got one hand in my pocket
And the other one is flicking a cigarette
Is that everything's gonna be quite alright
I've got one hand in my pocket
And the other one is flicking a cigarette
What it all comes down to
Is that I haven't got it all figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign
Is that I haven't got it all figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is giving the peace sign
I'm free but I'm focused
I'm green but I'm wise
I'm shy but I'm friendly baby
I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby
I'm green but I'm wise
I'm shy but I'm friendly baby
I'm sad but I'm laughing
I'm brave but I'm chicken shit
I'm sick but I'm pretty baby
And what it all boils down to
Is that no one's really got it figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano
Is that no one's really got it figured out just yet
I've got one hand in my pocket
And the other one is playing the piano
What it all comes down to my friends
Is that everything's just fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxicab...
Is that everything's just fine fine fine
I've got one hand in my pocket
And the other one is hailing a taxicab...
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