martes, 25 de julio de 2006

lunes, 24 de julio de 2006

Sobre Orkut e cafés

Sorte de hoje: seu destino mudou completamente hoje.

 

Assim apareceu. Oráculo do Sr. Orkut. Já no pretérito, sem promessas. Fato acontecido, consolidado, imutável.

 

Cheiro de mentira. Ainda que gostasse que verdade fosse. Mudar assim, de já mudado, para nunca mais e todo o sempre. Pode?

 

Premissemos. E, então, começo a procurar as pistas. Os vestígios. Onde foi?

 

Me despertei às cinco. Surto de pretensa responsabilidade, tentando resolver, antes do último minuto, o que deveria ter feito durante o par dias que se acabara de esgotar - aceitando submisso a imposição de que também nos fins de semana se trabalha (sem ser pago por isso). Levantei-me enérgico. Banho. Roupa, perfume, gravata. Algumas louças sujas, café da manhã improvisado (preciso comprar mais café). Até aí, nada. (A louça, talvez?)

 

Sento-me à frente do computador. Empurrando para a frente o último minuto. E-mail de mãe... (Por que nunca abro suas piadas? Às vezes penso se sou um filho mau...) Irmã no orkut - sem erros de português (há esperança). Problemas de comunicação virtual - a promessa de um convite transformado em compromisso a agendar (mas onde se compra chorizo em Brasília???). (isso, talvez?)

 

Sono, muito sono. Trinta minutos de cama. Telefone. Rodoferroviária, histórias matinais, que tomo com a dose diária de sol. Alguns risos e abraços. Notícias, idéias trocadas e truncadas sobre a vida. Elas voltaram de viagem e já estão em casa. Outro carro. (Não sei... aqui? Descreio.)

 

Serviço. É cedo, um pouco mais que sempre, um pouco menos do que deveria... Correndo atrás do minuto. Tecla atrás de tecla... Ai, ai, ai... Os últimos dias. E-mails chatos, insistentes, improdutivos, mal escritos, que só atrapalham. E a solicitada página. Em bom inglês. Estilo, coerência, coesão: meia boca. Mas quem os pediu? Manda, pede comentário. Polido, eu. (Nada.)

 

Tenho algum tempo agora. O telefone toca. Querem-me em Porto Alegre, fins de agosto. Se posso? Claro, posso. Reserva? Não precisa, eu faço. Claro, saindo de Buenos Aires. Não, volto no sábado mesmo. Buenos Aires. Claro, claro, continuamos por e-mail. Beijos. Número de conta e coisas afins são crus demais para se falar. Melhor escrever. Polido, eu. (Será que é isso?)

 

Mais algum tempo. Mensagens umas e outras. Estas, queridas. Divagações, repreensões. Tentativas de entender. E de descompreender um pouco. Tentativas de ser (enquanto tanto se des-é por aí...) Um café (ou suco) para mais, entre livros e cd's. Com ou sem. Tanto faz. Talvez não faça tanto. Talvez devesse fazer mais. Talvez, talvez. Será? Lutando contra aquilo que não se é, e gostaríamos que fosse. Tal como o oráculo do Orkut. Tal como descafeinados.

 

PS: O cd novo da Nelly Furtado está ótemo.

jueves, 20 de julio de 2006

To my friends.

Dia agitado. Amigos mobilizados tentando embarcar meu gato. Seria folga de minha parte, exploração da boa vontade alheia, não tivesse eu a certeza de que são verdadeiros amigos. E que eu faria o mesmo e muito mais por qualquer um deles. No fim das contas, os amigos sempre ficam. Os verdadeiros amigos sempre ficam. E ainda te agradecem por você pagar um almoço xumbrega para eles no Giraffas (enquanto vc faz as contas dos juros do cheque especial... tenho que vender meu carro logo...).

Em espanhol dizem "cuentas claras, amistades duraderas". Não sei se isso é tão verdadeiro assim. Entre amigos, não há contas. Há lealdade. E uma vontade imensa e irrefreável de que ele, o amigo, seja feliz - uma felicidade que toda a humanidade jamais conheceu. Amo meus amigos. E os levo sempre sempre. Omnia mea...

Vim de ônibus hoje para o trabalho. Já não tenho meu carro. Ouvia música. Eagle-Eye Cherry. Nunca soube se esse é seu nome (ainda que artístico) ou se se trata de uma banda... Enfim. Essa música é cantada em dueto. Com não sei quem. E é linda.

So don't you look at me with worried eyes, cause I know we gotta try.

O Haroldo embarcou...

 

Worried Eyes
Eagle Eye Cherry


I've tried so hard to remember what it is that I forgot
But I can, but I can believe.....will you now
I've tried, I've tried
I've tried
Cried and kissed goodbye
To something that we both know
Boy you blow my mind
I don't know how I'm going to
Show you what I feel for you
All I know
All I know is I...
Want to be with you

 

Have you ever tried to be
Have you ever tried to see
Something but you don't really know what it is
Lord but we got to try

 

CHORUS:
I look at you
I hear your voice
I try to remember.....I try to remember
So don't you look at me with worried eyes
'Cause you know we got to try girl

All I know
All I know is I....
Want to be with you...


Here I am and I believe
Yes I do.....What I do, What I do for you

 

CHORUS

All I know
All I know is I....
Want to be with you...

miércoles, 19 de julio de 2006

"Omnia mea mecum porto"

Há algum tempo que não escrevo. Tempo me tem faltado e as coisas têm acontecido tão rapidamente... Daqui a alguns dias, já não estarei aqui.
Poderia dizer que estou indo embora para Passárgada. Mas mentiria.
Não é a Passárgada que vou. Não quero ser amigo de reis ou poder escolher alguma entre todas. Não são estas coisas que busco. E, na verdade, as ilusões, tratei de deixá-las em algum lugar esquecido. Em vez delas, devo confessar que trago comigo algum medo, alguma insegurança, borboletas na barriga, quiçás. Não pelo novo ou descohecido. Seria imprecisa tal afirmação. Talvez medo de rever, reencontrar-me com uma realidade já vivida e que, agora, terei que enfrentar com novos olhos, com as marcas que fui colecionando ao longo deste últimos tempos...
Mas, apesar disso, estou feliz. E ansioso. Sigo em frente, com passo firme, ainda que tenha as mãos um pouco trêmulas e na voz, discreto embargo. Tenho em mim marcada a eterna obstinação de sempre caminhar adiante. Os olhos verterão lágrimas, os dedos poderão calejar, o corpo certamente em algum momento pedirá repouso. Mas não haverá problema, desde que os pés prossigam sua irrefreável (e ingênua) busca por tocar a linha do horizonte. Levando comigo tudo o que possuo. E que nada mais é do que meus próprios pedaços.