Há algum tempo que não escrevo. Tempo me tem faltado e as coisas têm acontecido tão rapidamente... Daqui a alguns dias, já não estarei aqui.
Poderia dizer que estou indo embora para Passárgada. Mas mentiria.
Não é a Passárgada que vou. Não quero ser amigo de reis ou poder escolher alguma entre todas. Não são estas coisas que busco. E, na verdade, as ilusões, tratei de deixá-las em algum lugar esquecido. Em vez delas, devo confessar que trago comigo algum medo, alguma insegurança, borboletas na barriga, quiçás. Não pelo novo ou descohecido. Seria imprecisa tal afirmação. Talvez medo de rever, reencontrar-me com uma realidade já vivida e que, agora, terei que enfrentar com novos olhos, com as marcas que fui colecionando ao longo deste últimos tempos...
Mas, apesar disso, estou feliz. E ansioso. Sigo em frente, com passo firme, ainda que tenha as mãos um pouco trêmulas e na voz, discreto embargo. Tenho em mim marcada a eterna obstinação de sempre caminhar adiante. Os olhos verterão lágrimas, os dedos poderão calejar, o corpo certamente em algum momento pedirá repouso. Mas não haverá problema, desde que os pés prossigam sua irrefreável (e ingênua) busca por tocar a linha do horizonte. Levando comigo tudo o que possuo. E que nada mais é do que meus próprios pedaços.
Poderia dizer que estou indo embora para Passárgada. Mas mentiria.
Não é a Passárgada que vou. Não quero ser amigo de reis ou poder escolher alguma entre todas. Não são estas coisas que busco. E, na verdade, as ilusões, tratei de deixá-las em algum lugar esquecido. Em vez delas, devo confessar que trago comigo algum medo, alguma insegurança, borboletas na barriga, quiçás. Não pelo novo ou descohecido. Seria imprecisa tal afirmação. Talvez medo de rever, reencontrar-me com uma realidade já vivida e que, agora, terei que enfrentar com novos olhos, com as marcas que fui colecionando ao longo deste últimos tempos...
Mas, apesar disso, estou feliz. E ansioso. Sigo em frente, com passo firme, ainda que tenha as mãos um pouco trêmulas e na voz, discreto embargo. Tenho em mim marcada a eterna obstinação de sempre caminhar adiante. Os olhos verterão lágrimas, os dedos poderão calejar, o corpo certamente em algum momento pedirá repouso. Mas não haverá problema, desde que os pés prossigam sua irrefreável (e ingênua) busca por tocar a linha do horizonte. Levando comigo tudo o que possuo. E que nada mais é do que meus próprios pedaços.
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