Sorte de hoje: seu destino mudou completamente hoje.
Assim apareceu. Oráculo do Sr. Orkut. Já no pretérito, sem promessas. Fato acontecido, consolidado, imutável.
Cheiro de mentira. Ainda que gostasse que verdade fosse. Mudar assim, de já mudado, para nunca mais e todo o sempre. Pode?
Premissemos. E, então, começo a procurar as pistas. Os vestígios. Onde foi?
Me despertei às cinco. Surto de pretensa responsabilidade, tentando resolver, antes do último minuto, o que deveria ter feito durante o par dias que se acabara de esgotar - aceitando submisso a imposição de que também nos fins de semana se trabalha (sem ser pago por isso). Levantei-me enérgico. Banho. Roupa, perfume, gravata. Algumas louças sujas, café da manhã improvisado (preciso comprar mais café). Até aí, nada. (A louça, talvez?)
Sento-me à frente do computador. Empurrando para a frente o último minuto. E-mail de mãe... (Por que nunca abro suas piadas? Às vezes penso se sou um filho mau...) Irmã no orkut - sem erros de português (há esperança). Problemas de comunicação virtual - a promessa de um convite transformado em compromisso a agendar (mas onde se compra chorizo em Brasília???). (isso, talvez?)
Sono, muito sono. Trinta minutos de cama. Telefone. Rodoferroviária, histórias matinais, que tomo com a dose diária de sol. Alguns risos e abraços. Notícias, idéias trocadas e truncadas sobre a vida. Elas voltaram de viagem e já estão em casa. Outro carro. (Não sei... aqui? Descreio.)
Serviço. É cedo, um pouco mais que sempre, um pouco menos do que deveria... Correndo atrás do minuto. Tecla atrás de tecla... Ai, ai, ai... Os últimos dias. E-mails chatos, insistentes, improdutivos, mal escritos, que só atrapalham. E a solicitada página. Em bom inglês. Estilo, coerência, coesão: meia boca. Mas quem os pediu? Manda, pede comentário. Polido, eu. (Nada.)
Tenho algum tempo agora. O telefone toca. Querem-me em Porto Alegre, fins de agosto. Se posso? Claro, posso. Reserva? Não precisa, eu faço. Claro, saindo de Buenos Aires. Não, volto no sábado mesmo. Buenos Aires. Claro, claro, continuamos por e-mail. Beijos. Número de conta e coisas afins são crus demais para se falar. Melhor escrever. Polido, eu. (Será que é isso?)
Mais algum tempo. Mensagens umas e outras. Estas, queridas. Divagações, repreensões. Tentativas de entender. E de descompreender um pouco. Tentativas de ser (enquanto tanto se des-é por aí...) Um café (ou suco) para mais, entre livros e cd's. Com ou sem. Tanto faz. Talvez não faça tanto. Talvez devesse fazer mais. Talvez, talvez. Será? Lutando contra aquilo que não se é, e gostaríamos que fosse. Tal como o oráculo do Orkut. Tal como descafeinados.
PS: O cd novo da Nelly Furtado está ótemo.
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