Eu te disse que este era um mundo estranho... É que eu fico pensando nas palavras. Depois que elas já deixaram de ser o que um dia, talvez, tenham sido. Foram? Enfim, eu fico assim... Divago. E digo coisas sem sentido. Mentira. Coisas que são apenas sentido. O que não há que buscar são significados. Não existe nada além da mera sensação, efêmera, equívoca, única.
Não creio em significações. Acho que é por isso que depois, pensando, repetindo, pensei que seria mesmo bom patinar. E cair. Uma vez - mais de uma, mas uma vez parece que soa melhor - patinei. Meu corpo tem guardado em si o gozo da queda. Do movimento e da intensidade do atrito. Do calor que produz a superfície fria em contato com o equilíbrio desfeito. Mas melhor é andar a cavalo. Cavalgar. Saltar. Sinto falta disso, sabe.
Sei lá. Fiquei aqui pensando. Deve ter sido a música. O rock. O fato de estar sozinho e não ter nada além da música. O rock... E que boa música. Eu acho que eu queria compartilhar. E não encontrei melhor maneira que as palavras.
Patinei.
Acho que também foi o choripan. E o chimichurri... Enfim. Fui tudo.
Que bobagem a minha, achar que essas coisas podem ser ditas. Que bobagem a minha, insistir na busca do fim da minha idiotez. Resigna, marcelo. Cala.
Ps: adorei o show do Fito & los Fitipaldis. Viva España!
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