Fazia tempo que ela não comentava nada. Achava mesmo que tivesse me esquecido.
Eu não a esqueci. E foi justamente quando acabava de ler seus últimos desabafos e retornava aqui para gravar algumas impressões, foi justamente então que encontrei seu rastro.
Ah, querida amiga. A vida às vezes parece um eterno "Tão Longe, Tão Perto"...
Sabe, tenho que te contar que há outra árvore que ameaça cair. Não. Ameaça soltar-se, desprender-se.
Mas não se entristeça. Esta não vai confortar-se na previsibilidade dos dias. Ao contrário. Vai em busca do inesperado, do imprevisível, do novo - que nunca é novo e entretanto sempre o é.
Sempre virando-se para o sol, cansou-se do esplendor deste jardim exótico mas, ainda assim, jardim. Cansou-se da beleza cultivada. E quer sair ao encontro do que é realmente belo, porque é humano e é sublime. Quer encontrar-se com o essencial. Consigo mesma. Com a seiva, os sulcos e a massa.
Quer ir longe para descobrir-se perto. Mais perto de si mesmo.
Será uma fuga. Mas também um resgaste. De algo que se perdeu e não se deve.
"In a little while this hurt will hurt no more". There will be another hurt. The hurt of being alive. The only one which is worth suffering. For it is pleasure.
Para essa, eu desejo muita alegria.. essa não se engana e vai tentar. essa não mente pra si mesma, antes é muito mais exigente do que deveria. Essa não aceita o conforto do morno, insosso. Ela se levanta e vai. Às vezes demora, mas vai. A outra não, a outra me deu uma ferida profunda em um momento inesperado... mas foi bom, bom pra dissolver de uma vez o platonicismo da minha vida. A minha pergunta agora é outra: how soon is now?
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