martes, 6 de junio de 2006

In a little while this hurt will hurt no more...

Fazia tempo que ela não comentava nada. Achava mesmo que tivesse me esquecido.

Eu não a esqueci. E foi justamente quando acabava de ler seus últimos desabafos e retornava aqui para gravar algumas impressões, foi justamente então que encontrei seu rastro.

Ah, querida amiga. A vida às vezes parece um eterno "Tão Longe, Tão Perto"...

Sabe, tenho que te contar que há outra árvore que ameaça cair. Não. Ameaça soltar-se, desprender-se.

Mas não se entristeça. Esta não vai confortar-se na previsibilidade dos dias. Ao contrário. Vai em busca do inesperado, do imprevisível, do novo - que nunca é novo e entretanto sempre o é.

Sempre virando-se para o sol, cansou-se do esplendor deste jardim exótico mas, ainda assim, jardim. Cansou-se da beleza cultivada. E quer sair ao encontro do que é realmente belo, porque é humano e é sublime. Quer encontrar-se com o essencial. Consigo mesma. Com a seiva, os sulcos e a massa.

Quer ir longe para descobrir-se perto. Mais perto de si mesmo.

Será uma fuga. Mas também um resgaste. De algo que se perdeu e não se deve.

"In a little while this hurt will hurt no more". There will be another hurt. The hurt of being alive. The only one which is worth suffering. For it is pleasure.

1 comentario:

  1. Para essa, eu desejo muita alegria.. essa não se engana e vai tentar. essa não mente pra si mesma, antes é muito mais exigente do que deveria. Essa não aceita o conforto do morno, insosso. Ela se levanta e vai. Às vezes demora, mas vai.  A outra não, a outra me deu uma ferida profunda em um momento inesperado... mas foi bom, bom pra dissolver de uma vez o platonicismo da minha vida. A minha pergunta agora é outra: how soon is now?

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