martes, 23 de enero de 2007

Déjà vu, mais jamais comme ça (não, isso não é uma crítica do filme...)


É patético. Ele é patético.


Disse que perdeu meu telefone. E calou.


Que o conseguiu com outra pessoa. E calou.


E calou.


Depois, perguntou se dessa vez eu não iria ao Rio. E calou.


E eu entendi. Engraçado, não imaginei que ele pudesse chegar a esse ponto.


Sinceramente, não esperava que ele chegasse à necessidade da desculpa para encontrar um rodeio que o permitisse aproximar-se o máximo, sem tocar a barreira, o campo.


Não... Seu calar, de alguma maneira, me surpreedeu.


E, então, pediu o endereço. Entrecortado de silêncios, em uma escrita demorada, anotou-o.


Quando chega? Até quando? Novos entrecortes, ao ritmo da mão que acreditava enganar, sorrateira.


E… sim… o dia será muito corrido… eu vou ver…


Eu já vi.


Mas, ainda assim, devo confessar que não acreditava que ele chegasse tão longe.


Sim, é patético. Mas também tem um quê de corajoso.

No hay comentarios.:

Publicar un comentario