martes, 15 de noviembre de 2005

Corrigendum... ou nota pátria

Na verdade, na comemoração da República, faltou-me sensibilidade para escolher o poema... É que às vezes nos esquecemos de pensar mais além...

Em tal data, quiçás devesse colocar alguns versos do Castro Alves. Não I-Juca Pirama. Antes, Navio Negreiro... "Existe um povo que a bandeira empresta/P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!.../E deixa-a transformar-se nessa festa/Em manto impuro de bacante fria!..." Quando daremos um fim à escravidão? Não só dos negros, mas dos nordestinos, dos analfabetos, dos que se vendem por qualquer pedaço de pão, por uma camisa, por um nada... A escravidão dos nossos miseráveis, cuja maior miséria não é a falta de dinheiro, mas a falta de consciência...

País meu que tanto amo, pátria amada de lindo povo... Possa eu não me esquecer da minha grande dívida para com essa mãe gentil e para com nossos irmãos, a quem haveremos tantas vezes negado a liberdade, sem sequer dar-nos conta da perversa engrenagem...

A República tem que ser para todos. Ou de ninguém será, pois a ninguém pertence aquilo que não existe...

Não comemoremos o aniversário da República - lembremo-nos, sim, deste projeto, em constante, embora lenta, construção...

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