lunes, 24 de abril de 2006

Pré-pós-tudo-bossa-band

Composição: Lenine e Zélia Duncan

 


Todo mundo quer ser bacana
Álbuns, fotos, dicas pro fim de semana
Filmes, sebos, modas, cabelos
Cabeça-feita, receitas perfeitas
Descobertas geniais
Todo mundo acha que é novo
Tribos, gírias, grifes, adornos
Ritmos exóticos, viagens experimentais
Pré-pós-tudo-bossa-band
Mente que sempre muito bem
Pré-pós-tudo-bossa-band
Gosto que me enrosco em quem?
Pré-pós-tudo-bossa-band
Não sei, mas tô dizendo amém


Todo mundo quer ser da hora
Tem nego sambando com o ego de fora
Caras, bocas, marcas estilos
O “ó” do bobó, o rei da cocada
A pedra fundamental
Todo mundo quer ser de novo o novo
O ovo de pé, o estouro
Ícones atlânticos
O dono da voz crucial


Pré-pós-tudo-bossa-band
Não ví, mas sinto que já vem
Pré-pós-tudo-bossa-band
Moderno, eu não te enxergo bem
Pré-pós-tudo-bossa-band
Tá cego, mas tá guiando alguém


 






Dá para entender porque eu gosto tanto da Zélia Duncan?


Ai, que preguiça de rompantes, de novidades e novedosos...


Os gênios da nova época, os libertadores do novo mundo.


Supostos libertinos presos em seus próprios pudores...


A verdadeira vida é antiga. E se esconde nos recantos reprimidos da alma.


Há que voltar-se para dentro e sair daí munido de si mesmo.


Não tenho mais paciência para caras e bocas, para falsas gentilezas e todo esse arcabouço hipócrita.


Me convidaram para jogar o jogo do sincero e, desde então, não consigo parar...


Sincericidio se tornou meu hobbie favorito.


E assim é tudo tão mais fácil...


 


E vou passando meus dias. Tomando sol, ouvindo música, lendo meus livros. Rodeado de pessoas que amo e que, embora poucas, tenho o grande privilégio de chamá-los a todos irmãos.


 


 

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