sábado, 30 de diciembre de 2006
Melhoras ao Sushi!
miércoles, 27 de diciembre de 2006
Coisas que só acontecem comigo...
viernes, 22 de diciembre de 2006
New jazz
Mais uma noite quente em Buenos Aires. Noite úmida, de sexta-feira. Eu saio à varanda e me sento. Estico as pernas e sinto os insetos minúsculos que habitam a noite. Quisera ter algum ponto de luz que me permitisse escrever sem ajuda das lâmpadas fortes que há na sala. Vou então armazenando as idéias na cabeça e sinto alguma brisa que vem do rio. E também o barulho dos carros e ônibus, que chegam à minha janela no sétimo andar. Em frente, reflexos vermelhos, intermitentes e constantes. Fosse outra época do ano, eu imaginaria experimentos com óvnis ou rádios-pirata… Mas são apenas árvores de Natal. Mais presente lá que aqui… Na varanda em frente à minha, chegam dois homens. Um se despe, até ficar de cueca. Perambula pela casa, buscando livrar-se do calor pegajoso. O outro sai em busca de ar fresco, como eu. E acende um cigarro. Eu também gostaria de fumar em noites como essa… Um clichê tão necessário às vezes… Deve ser boa a sensação… Se ao menos eu tivesse um beck… Um pouco além, no andar de baixo, uma moça vestida com uma camiseta azul já velha limpa o escritório. Varre, tira o pó, aspira… Acho engraçado… Ninguém pisará ali nos próximos quatro dias (a não ser que o funcionário decida trepar de novo com a secretária… será?). Um pouco depois, percebo que a moça de camiseta azul, já terminada a faxina, empurrava o carrinho de bebê. Ela e seu filho (um entre quantos? Terá marido?) já podem preparar sossegados a ceia de natal… Mas quem ceia, como todos os dias, é a família que vive logo acima dos escritórios… O velho senhor sentado à cabeceira. La mirada contundente… Ao seu redor, um filho (mais novo?) que termina de abrir as janelas, a filha (mais velha) hoje, mal vestida, arruma algum detalhe sobre a mesa enquanto prende novamente os fios de cabelo que se soltaram do meio-coque… Logo acima da varanda do rapaz que fuma(va - para onde terá ido…) azuis acusam uma televisão. E reflexos de corpos na parede, solidão… No meu som, new jazz… But don't let me be lonely tonight…
miércoles, 20 de diciembre de 2006
Tudo isso...
martes, 19 de diciembre de 2006
Só pq me recuso a servir empanadas...
viernes, 15 de diciembre de 2006
Saltado de lomo
Eu estava em casa. Acho que lia meus e-mails, talvez me preparasse para responder à Claude, talvez para comecar a dar uma olhada nas coisas da consultoria – que, afinal, se revelou maior do que eu imaginava... Quando me chegou sua mensagem. “K haces?”. Sem acento e vindo de quem vinha, o verbo tinha seu sentido original... Logo: “No kieres comer algo? Puedo cocinar”. Na cozinha, Pedro preparava milanesas, encorajado pela namorada. Eu, como era de se esperar, o provocava. Engracado vê-lo aprender. Também me faz feliz. Mas decidi. E, assim: “ven a mi casa en 35 min”. Achei graca nos 35 minutos. Sao assim nossos encontros... Avisei que nao comeria em casa e, em dez ou vinte minutos, saía em direcao ao Subte Línea A. A também de Acoyte.
Nao sei se tardei cinqüenta minutos ou uma hora. De qualquer maneira, foi o tempo justo. Ela acabara de voltar do Disco, sacolas ainda na sala. Cat Stevens cantava... Sim, eu sabia fazer arroz e ela limpava a carne. Uma cerveja? Dá-lhe. Poucas coisas para contar desde domingo e mesmo os comentários sobre os amores e desamores se tornavam escassos para preencher o vazio dos minutos... Mas nada tinha importância. Cozinhávamos e bastava.
Enquanto o arroz cozinhava, cebola, tomate e carne saltavam. O ají se encarregaria do picante leve. Um pouco de molho de soja. Salivacoes. Lembrancas de Genebra. Engracado como se pode estar mais próximo de certos lugares apesar da posicao no mapa...
Já nao sei o que tocava. Vicentico? Acho que era. Depois houve Chico, Shakira, Sabina... Também houve cerveja, vinho, rum... E muita vida: a intensidade do que foi e as dúvidas sobre o que a mesma vida viria a ser... Dúvidas sem importância. Só o que importava era estar ali. O tempo, passando. Ativamente o passávamos. Até deixar atrás, novamente, momentos que se borrariam em doces lembrancas de uma amizade.
A vida (também) é feita de momentos assim.
Estória triste
Ele era seu salvador. E ela, desamparou-se. Se jogou lá do alto, como corresponde, nesses casos. E flutuou a queda. Levitou por entre os mais doces, febris, voluptuosos sentimentos. Engolia o ar espesso que lhe entrava violentamente por todos os poros. Eternamente orgásmico.
Mas ele buscou o horizonte. Rejeitou a escuridao do abismo. E, metido em metafísicas, descobriu que o amparo que tinha nao correspondia à sua idéia de salvacao.
E colidiram sem se tocar. Em um instante, desfizeram-se. Amparo e Salvador.
Ela tocou o chao. E sentiu o destrocar-se em infinitos pedacos.
Ele seguiu silente, baixo. Em busca de algum céu.
Ela, em busca de Amparo. Ele, enfim... se perdeu.
martes, 12 de diciembre de 2006
Vertigem
domingo, 10 de diciembre de 2006
Sábado à noite
Toca o telefone. Era o Walter. Ex-Ivan. Perguntava o que eu estava fazendo. Eu dormia. Depois de ter tomado dois litros de cerveja sozinho, jogando gamão na internet, eu dormia. Esperava uma ligação. Outra. Então disse que depois nos falávamos. Cinco minutos depois, eu estava em pé. Ligo de volta. Onde vc está? Como? Não tem música? O que aconteceu? To indo pra aí. Calça jeans e camiseta branca. Rua. Efetivamente, não havia música. Festa estranha com gente esquisita e eu não tô legal. Subi. Acho que sufocava. Ligo para o Bola. Onde? Libertador y María Campos. Ligo para o Walter: querido, me voy. Nos saudamos. E fui. Mas não era lá. Não era Campos, mas Ocampo… Trinta quadras de diferença. Ou vinte pesos. Cheguei e esperei em baixo. Desce um harém. Todos em volta da Bárbara. Acho que nunca tinha reparado nas pernas da Bárbara. Pernões… Um menino chato de cabeça raspada e o Bola, bêbado, não gosta dele. Depois viria a descobrir que é o Santiago, irmão da Agus… Life has a funny way… Sim, Icky, it has indeed… Esperanto, podestá… Alamo? Terminamos ao lado do Miloca. Bola muy loco. Cervecita nomás. O Agus, que um dia foi ruivo, é engraçado. Mas não entendeu nada. Eu não tomo whisky. Mas para quê tantos detalhes? A vida às vezes pode prescindir de coisas importantes. Cómanse a besos esta noche. Yo llevo Bola a casa. Acá está, tirado en el colchón. Querido amigo, duerme.