Ele era seu salvador. E ela, desamparou-se. Se jogou lá do alto, como corresponde, nesses casos. E flutuou a queda. Levitou por entre os mais doces, febris, voluptuosos sentimentos. Engolia o ar espesso que lhe entrava violentamente por todos os poros. Eternamente orgásmico.
Mas ele buscou o horizonte. Rejeitou a escuridao do abismo. E, metido em metafísicas, descobriu que o amparo que tinha nao correspondia à sua idéia de salvacao.
E colidiram sem se tocar. Em um instante, desfizeram-se. Amparo e Salvador.
Ela tocou o chao. E sentiu o destrocar-se em infinitos pedacos.
Ele seguiu silente, baixo. Em busca de algum céu.
Ela, em busca de Amparo. Ele, enfim... se perdeu.
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