Toca o telefone. Era o Walter. Ex-Ivan. Perguntava o que eu estava fazendo. Eu dormia. Depois de ter tomado dois litros de cerveja sozinho, jogando gamão na internet, eu dormia. Esperava uma ligação. Outra. Então disse que depois nos falávamos. Cinco minutos depois, eu estava em pé. Ligo de volta. Onde vc está? Como? Não tem música? O que aconteceu? To indo pra aí. Calça jeans e camiseta branca. Rua. Efetivamente, não havia música. Festa estranha com gente esquisita e eu não tô legal. Subi. Acho que sufocava. Ligo para o Bola. Onde? Libertador y María Campos. Ligo para o Walter: querido, me voy. Nos saudamos. E fui. Mas não era lá. Não era Campos, mas Ocampo… Trinta quadras de diferença. Ou vinte pesos. Cheguei e esperei em baixo. Desce um harém. Todos em volta da Bárbara. Acho que nunca tinha reparado nas pernas da Bárbara. Pernões… Um menino chato de cabeça raspada e o Bola, bêbado, não gosta dele. Depois viria a descobrir que é o Santiago, irmão da Agus… Life has a funny way… Sim, Icky, it has indeed… Esperanto, podestá… Alamo? Terminamos ao lado do Miloca. Bola muy loco. Cervecita nomás. O Agus, que um dia foi ruivo, é engraçado. Mas não entendeu nada. Eu não tomo whisky. Mas para quê tantos detalhes? A vida às vezes pode prescindir de coisas importantes. Cómanse a besos esta noche. Yo llevo Bola a casa. Acá está, tirado en el colchón. Querido amigo, duerme.
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