miércoles, 17 de diciembre de 2008

Dinner for one

... y entonces, cuando el último invitado se haya ido, llevándose consigo el último abrazo de la noche, él y los que lo antecedieron me habrán dejado a mí un tesoro tan enorme como ningún otro rey jamás regaló a ninguna otra amada... y tan intangible que no lo podría llevármelo en otro lugar sino aquí adentro, donde habita cada uno de ellos, en esta tierra tan marcada con sus huellas, donde habitan estos eternos sentimientos, donde mueren los recuerdos. Para renacer en lo que soy. Siempre nuevo.
A cada uno, gracias.
Gracias por todo.

Omnia mea mecum porto. Os llevo conmigo, siempre.


viernes, 7 de noviembre de 2008

Kinda blue lately

And some songs just won't help...


Carriage
Counting Crows (Hard Candy)

If anything 
it should have been 
a better thing 

From underneath you 
staring at the ceiling 

There's another world 
of chocolate bars and baseball cards 

That hides inside of all 
this tension that I'm feeling 

But It's all inside of you 

Yeah, it's all inside of you


Surprise surprise 
I miss your hair, you miss my eyes 

And all this solitude 
is my confidence eroding 

So we slide inside of 
someone's mouth and someone's eyes 

Until there's a sound 
of something intimate exploding

But it's all inside of you 

Yeah, it's all inside of you

I wish that I was anesthetized 
and sterilized
And then 
we wouldn't have this evidence congealing 

Surprise surprise, 
another pair of lips and eyes 

And that is the consequence 
of actually feeling 

It was all inside of you
Yeah, it's all inside of you


jueves, 6 de noviembre de 2008

Not ready.

Faltó poco. Muy poco. Pero lo miraron y pensaron que no sería tan sencillo. Que, en realidad, sería bastante complicado. Está incrustado. No se puede remover, extraer. Hay que abrir, romperlo, desmenuzarlo. Y es mejor que esté preparado y que pueda tomarme unos días para recuperarme.
Y así fue que regresé a casa con las muelas ahi todavía. Y el poco de juicio que me queda.

miércoles, 5 de noviembre de 2008

Se eu me chamasse Raimundo

Sí... o no... quizás no... En realidad, nunca pensé que sería facil. Pero nunca pensé que sería tan dificil.
La putamadre.
"Mas essa lua, esse conhaque, botam a gente comovido como o diabo"
Es Drummond.
Pero podría ser yo.
Que te extraño.
Y no te lo puedo decir.

lunes, 27 de octubre de 2008

E agora, José?

"Algo se detuvo en punto muerto y fue tan grande este silencio..."

Fito Páez


E agora, José?

Carlos Drummond de Andrade


A festa acabou,

a luz apagou,

o povo sumiu,

a noite esfriou,

e agora, José?

e agora, você?


você que é sem nome,

que zomba dos outros,

você que faz versos,

que ama, protesta,

e agora, José?



Está sem mulher,

está sem discurso,

está sem carinho,

já não pode beber,

já não pode fumar,

cuspir já não pode,

a noite esfriou,

o dia não veio,

o bonde não veio,

o riso não veio,

não veio a utopia

e tudo acabou

e tudo fugiu

e tudo mofou,

e agora, José?



E agora, José?

Sua doce palavra,

seu instante de febre,

sua gula e jejum,

sua biblioteca,

sua lavra de ouro,

seu terno de vidro,

sua incoerência,

seu ódio - e agora?



Com a chave na mão

quer abrir a porta,

não existe porta;

quer morrer no mar,

mas o mar secou;

quer ir para Minas,

Minas não há mais.

José, e agora?



Se você gritasse,

se você gemesse,

se você tocasse

a valsa vienense,

se você dormisse,

se você cansasse,

se você morresse…


Mas você não morre,

você é duro, José!



Sozinho no escuro

qual bicho-do-mato,

sem teogonia,

sem parede nua

para se encostar,

sem cavalo preto

que fuja a galope,

você marcha, José!


José, pra onde?


miércoles, 22 de octubre de 2008

Tentaçao

Eu esperava. Uma espera sem pressa, de quem sabe que se termina. Aplacada pela certeza da rotina.
Primeiro surgiu ele. Robusto, compacto, o peito alçado, o pelo curto. Levava a língua para fora como quase todos os caes. Vinha apressado. E se deteve. Latiu.
Logo veio ela. Vestida de negro, os cabelos loiros, algo esvoaçantes. Acelerada. Aceleradíssima. Agora nao consigo recordar se falava ao celular. Mas poderia fazê-lo, sem sombra de dúvidas.
Ele detido, ela em movimento. E seus caminhos voltaram a cruzar-se. Ele entao a seguiu.
Corria com as patas curtas de um cachorro robusto. E latia, convicto, assertivo. Ela, nem tchum.
Chegaram ao ponto de inflexao que implica qualquer esquina. Ele insistia em falar. Ela erguia a cabeça soberana, os olhos fixos no semáforo. Verde. E cruzou. Duas linhas que se separam novamente no espaço.
Foi entao que aconteceu. Antes de tocar a sarjeta. Com um riso inexplicável em uma cidade como esta, virou-se sem deter-se. E, em movimento, o olhou. Como se caminhasse pela praia e, furtiva e maliciosamente, retribuísse o olhar desejoso. Ele latia.
Ela atravessou para outra esquina e olhou-o uma vez mais, em um flerte que só existe por si mesmo. Já silente, balançava o rabo.
Olhou ao redor. Ele nao cruzaria. Dobrou a esquina e seguiu seu rumo, apenas os latidos dando certeza de sua continuada existência.


Bem, e agora o verdadeiro... Um dos meus preferidos, que caiu de repente na minha frente nessa manha de quarta. Nao sei se já o postei aqui...

TENTAÇÃO

Clarice Lispector. in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.

Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.

Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

Mas ambos eram comprometidos.

Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


martes, 21 de octubre de 2008

La mitad llena del vaso

Artigo do Roger Cohen no La Nación de hoje: http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1061520
É preciso bom humor para aguentar o que vem.

Samba de Ossanha

Salve Vinícius e Baden Powell!


O homem que diz "dou"

Não dá!

Porque quem dá mesmo

Não diz!

O homem que diz "vou"

Não vai!

Porque quando foi

Já não quis!

O homem que diz "sou"

Não é!

Porque quem é mesmo "é"

Não sou!

O homem que diz "tou"

Não tá

Porque ninguém tá

Quando quer


Coitado do homem que cai

No canto de Ossanha

Traidor!

Coitado do homem que vai

Atrás de mandinga de amor...



Vai! Vai! Vai! Vai!

Não Vou!

Vai! Vai! Vai! Vai!

Não Vou!

Vai! Vai! Vai! Vai!

Não Vou!

Vai! Vai! Vai! Vai!

Não Vou!...



Que eu não sou ninguém de ir

Em conversa de esquecer

A tristeza de um amor

Que passou

Não!

Eu só vou se for prá ver

Uma estrela aparecer

Na manhã de um novo amor...



Amigo sinhô

Saravá

Xangô me mandou lhe dizer

Se é canto de Ossanha

Não vá!

Que muito vai se arrepender

Pergunte pr'o seu Orixá

O amor só é bom se doer

Pergunte pr'o seu Orixá

O amor só é bom se doer...



Vai! Vai! Vai! Vai!

Amar!

Vai! Vai! Vai! Vai!

Sofrer!

Vai! Vai! Vai! Vai!

Chorar!

Vai! Vai! Vai! Vai!

Dizer!...



Que eu não sou ninguém de ir

Em conversa de esquecer

A tristeza de um amor

Que passou

Não!

Eu só vou se for prá ver

Uma estrela aparecer

Na manhã de um novo amor...

lunes, 20 de octubre de 2008

Lunes

Entonces decido levantarme una hora más tarde. Decreto mediante cambiaron el horario y no cambiaré a mí? Pues que sí. Así que rebelde no me bañé y con menos de la mitad de mi desayuno en el estómago me fui al gimnasio. Y de ahí a casa y de casa a la oficina y de acá iré al médico y de allá a la clase y de allá a casa y después, y después... Qué todo siga moviendo. Porque no quiero parar y pensar. Hoy no.

Por que que a gente é assim???

miércoles, 30 de julio de 2008

No quiero revoluciones

Yo sé que te dije que quería cambios revolucionarios. Que, tal como Nero, necesitaba prender fuego a todo y alejarme. Que necesitaba ver otras cosas, otra gente. Cualquier cosa. Cualquiera.
Te me mentí.
No quiero revoluciones.
Quiero tomar pie. Sentir el agua sin ahogarme. Nadar quizás. Ni en contra ni a favor. Ni siquiera con miras a cruzar el río.
La tercera orilla. A terceira margem. Ello me alcanzaría.
(Y con suerte, tu aliento. Mi aliento. Tranquilo.)
Estoy cansado de exasperarme. No puedo pelearme.
(Como soy, como estoy, jamás podría ganar. A mí mismo.
Me resigno con ser lo que puedo. Tiene que bastar.)

jueves, 10 de julio de 2008

Screaming

Escutando Pato Fu...

Onofle
By Pato Fu (Gol de Quem)

Here from the edge of my worst fears
Life's but a dream
Metal is the only thing
That sounds louder
Than the voice I hear
Inside of me
Day and night
Night and day
Screaming!
Fudido! Fudido! Fudido! Fudido!
Listen to the door bell
Pretend you're in a tunnel
Crying as a train goes by
Flying with the Jetsons
Listen to the clock tic-tac
Inside of me
Day and night
Screaming!

miércoles, 9 de julio de 2008

9 de julio

Inercial. Incierto. Inicio? O fin?

Qué es eso que crece? Qué es eso? Grito o calla? Siento? Me siento? Lo siento? Qué siento? Cientos.

Como si desproveído de sentido. Delivery only. For the taking.
Take me. Lead me. Lide-me.

Não sou fácil.

No one ever said it would be this hard.

I'm going back to the start.

Pero hay?

I used to want to save the world. Now I just want to leave the room with some dignity.

But don't. Please, don't. Don't leave me. Live me. Alivie-me.

Estou seco. Desejando que apenas cansaço fosse.

Mas tenho medo de estar morto.

Ich habe einfach kein Bock mehr.

Lust. Nicht Willen. Lust brauche ich.

Auf Deutsch. In english as well.



Me levanto para vestir-me. Às 14, em Juramento. Não sei para onde vou. Sei que não vou por aí?


martes, 24 de junio de 2008

Fala sééééério.........

Parece mentira, mas está lá, no site do jornal Crítica: http://www.criticadigital.com/fumado/. Hay que tener huevos para abrir um blog assim, não? Destaque para o post do dia 29 de maio...

domingo, 22 de junio de 2008

Menos dois...

'Stamos em pleno mar...
Na verdade, não é mais que o Rio da Prata. Rasas águas divisórias. Vão dormindo, provavelmente. Que a noite se estendeu além do previsto. E ninguém quis interromper, ninguém quis que acabasse. É que certas coisas não devem ter fim, mesmo que aparente. Há que deixar que passem, que corram.
Como estes dois últimos anos. Céus! Dois anos!
Lá vão eles, dormindo sobre as águas barrentas do rio. Me pergunto se Fidel também dorme.
Eu me despertei cedo. Fiz um chá (Icke, aqui custa menos de $0,50). Organizei as malas que ficaram de recordação. De volta à rotina. Da qual eles já não fazem mais parte.
Pelo menos, por enquanto.
Sentirei saudades destes dois amigos, de pouca intimidade, mas de sinceros sentimentos.
Boa viagem, queridos. Google bless you.

domingo, 15 de junio de 2008

Verosímil

Serán líneas violáceas, estas. Quizás sean borrosos sus mensajes, sus sentidos. Quizás sean producto o efecto del alcohol o del THC. O de los dos, lo más probable. Quizás sea sólo el efecto que le imprime mi ánimo a mi alma. Tan equiibrada, tan medida, tan neutral. Siempre intentando serlo.
Lo que es cierto es que son líneas de verdad. Que me escapan por los poros porque el cuerpo contenerlo tanto ya no puede. Que es cuerpo frágil, débil, cansado ya de contener a los amores de una juventud tan voraz y tan ingénua. Y se le escapa. Entredientes se lo ve decir.
Que pide. Que leas estas líneas. Y que sepas que son para vos. Violáceas, quizás. Bohemias, quizás. Incompletas, confusas, desconexas. Ciertamente. Y aun así para vos sola son. Y que no desean más que acercarse a tu oído. Y a la piel que lo reviste.
Para vos sola son.

viernes, 6 de junio de 2008

Tudo por acaso

Show do Lenine em Buenos Aires...

Precisa dizer mais?

E quando ele cantou Miedo, voltei a Brasília, à greve de 2001/2002 e a um velho cassete, que me pergunto nas mãos de que amor se encontrará... "El amor que me darías, transformado volvería, a darme las gracias"... Salve Drexler.



Tudo por Acaso

Lenine



Eu sei!

Tudo por acaso

Tudo por atraso

Mera distração...



Eu sei!

Por impaciência

Por obediência

Pura intuição...



Qualquer dia

Qualquer hora

Tempo e dimensão

O futuro foi agora

Tudo é invenção...


Ninguém vai

Saber de nada


E eu sei

Pelo sentimento

Pelo envolvimento

Pelo coração...



Eu sei!

Pela madrugada

Pela emboscada

Pela contramão...



Qualquer dia

Qualquer hora

Tempo e dimensão

O futuro foi agora

Tudo é invenção...


Ninguém vai

Saber de nada

E eu sei


Por qualquer poesia

Por qualquer magia

Por qualquer razão...



E eu sei!

Tudo por acaso

Tudo por atraso

Mera diversão

Mera diversão...



Qualquer dia

Qualquer hora

Tempo e direção

O futuro foi agora

Tudo é invenção...



Ninguém vai

Saber de nada

E eu sei!...

domingo, 25 de mayo de 2008

jueves, 28 de febrero de 2008

É um pouco sozinho...

Impacientes com o ano bissexto, as águas de março decidiram cair antes, transformando as ruas de Buenos Aires em caudalosos rios. Levam ao mar as recordaçoes deste verao inesquecível e tao intenso. Enquanto um aviao leva de volta à casa uma amizade que ansia a chegada do inverno.
Vou sentir saudades de você.
Até logo!

martes, 26 de febrero de 2008

Acabou. Boa sorte.

Voltando, no aviao, ouvia "Tribunal de Causas Realmente Pequenas", do Patu Fu. Também pensava nessa música da Vanessa da Mata, com o Ben Harper, "Boa Sorte". Poderia pensar em tantas mais... A vida está cheia de trilhas sonoras. Mas o silêncio, às vezes, é muito mais sincero do que certas palavras.
Nada foi em vao. Nenhuma lágrima, nenhuma dor. De alguma maneira, tudo me trouxe até aqui. Mas, agora, eu prefiro seguir sem isso.
É só isso.
Nao tem mais jeito.
Acabou. Boa sorte.
Sao só palavras.
E o que eu sinto nao mudará.

miércoles, 20 de febrero de 2008

¡Aguante Coase!

"En mi juventud se decía que lo que era demasiado tonto de ser dicho podía ser cantado. En economía moderna puede ser puesto en matemáticas."
R. H. Coase, 1994 (1988). "Notas sobre el problema del costo social", en La Empresa, el Mercado y la Ley. Alianza: Madrid. p.186.

martes, 19 de febrero de 2008

Pendejo de mierda

Tenho tentado dormir e nao pensar.
Tenho tentado me concentrar nos estudos.
Tenho tentado me concentrar na rotina, em alguma rotina, em alguma coisa.
Tenho tentado.

Tenho buscado o cansaço.
Tenho buscado a alegria.
Tenho buscado - quem diria - uma promessa de amor.
Tenho buscado o delírio.
Tenho buscado.

Mas tudo tem sido inútil.
Tudo tem sido vao.
Porque quando chega o cansaço,
quando se abrem os livros,
quando chega o delírio,
quando se desdobra a rotina,
está aquela voz que diz:
Tudo foi inútil.
Tudo foi vao.

E nao posso evitar a dor de sentir.
Por mais que tudo ao redor me diga:
Você está errado.
Sou errado, é o único que escuto.

(On sunday I´ll be flying high. On monday I´ll be digging deeper. Let´s hope on tuesday I´ll be back to something liveable.)


miércoles, 6 de febrero de 2008

Green skies

E, de repente, se está assim.
Será o sono. O cansaço.
Serei apenas eu...

Apenas eu fui.
- Hablá cristiano.
Ya sabés que soy ateo.
A penas fui.
-...
Pero no te apenes.
Al contrario, regálame una sonrisa.
- A penes fui.
¿A penes fuiste?
Está buena esa.
¿Y? ¿Le gustan las ballenas?
- Sim... as vaginas.
No, las ballenas.
- Sí, las llenas.
¿Las llenás?
- No, la llena él.
Te pasaste.
- Es que nunca sé dónde bajarme.
A mí, subime.
Que se me baja solo.
Y me dan unas ganas de llorar.
- Pará
Paralo.
- Paralelo.
Paralelepípedos.
- Paralelas pipas.
Ceci n'est pas une pipe.
- Celle là n'est pas moi.
Je suis le roi.
- Qui est ta reine?
- Pas Quiqui.
- ¿Paquita?
¡Pará!
- Alors, qui est ta reine?
Sirène.
- Sirena.
Wow wow wow.
- No, serena.
Serena nao, moça.
Já te disse.
Tirame para arriba.
- ¿Y te dejo caer?
¿Arriba tuyo?
- ¡Arriba, arriba!
The green sky of my dreams.
- Sueños raros los que tenés.
Sí, ya sé... ni yo los entiendo...


Quase um Segundo
Herbert Vianna

Eu queria ver no escuro do mundo
Aonde está o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas pra te prender
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Ás vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Tudo que não me deixa em paz

Quais são as cores e as coisas pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

martes, 5 de febrero de 2008

Yo quería que ella no tuviera miedo.

Yo quería que ella no tuviera miedo. De la misma manera que alguien alguna vez me lo ordenó. No tengas miedo, no está bueno. Querría ordenárselo y que ella lo obedeciera. No a mí, ese yo encarnado, sino al intangible, a ese ¿sentimiento? que está dentro mío y que está en todas partes (¡qué bueno estaría!).
Dejame que te invite. Que mi invitación no es más que una retribución a la que me hacés vos. (¿)Aun sin saberlo(?). Dejame retribuir. Sin miedo. Ni vos. Ni yo.

(Cuando nos civilizaron, nos enseñaron a temer a las palabras. Y sin embargo nos encadenaron a ellas. ¿Pero qué son las palabras? Son sólo palabras. Y todo a la vez.)

Alguien alguna vez me lo ordenó. No tengas miedo, no está bueno. Ella sabía lo que decía. Ella sabía lo que sentía. Ella y yo. Y que no era lo mismo. No le importó la diferencia. Quizás porque sabía que lo que es sincero no puede ser malo. Quizás porque sospechaba que ni la diferencia más grande es suficiente para distinguir eso que con tantos nombres se nombra. Quizás porque los malentendidos no sean tan malos... ¿para qué entender, al final?
Obedecé a eso que me te lo mueve. Metételo. Y soltate. Listo.

Y me dan unas ganas de llorar...
Pero no te preocupes. No tengas miedo. No es malo. Es lindo. Veraz. ¿Verás?


viernes, 1 de febrero de 2008

25 pirulos

E aqui estamos nós... Uma dor de cabeça terrível, sono, o corpo pedindo arrego, mas o espírito pedindo mais.
É verdade que eu nao dou muita bola para aniversário. Mas também é verdade que adoro receber telefonemas de pessoas queridas, com as quais nem sempre tenho a oportunidade de falar. Também adoro ter um pretexto mais para reunir os amigos, com tudo que isso implica: muitos "causos" regados a bom humor - e um pouco de vinho...
Enfim, assim completei meu primeiro quarto de século. E me orgulho de dizer: até aqui, fui feliz.
Obrigado aos que estao ao meu lado, hoje e sempre. Vocês sao os responsáveis da minha felicidade.

(Icke, Agus, Pedrín, Virginia, Marina, Carol, Milena, Daro, Vero, Francisco, Adriana, gracias por haberme regalado vuestra compañía. Los quiero a todos, de verdad. Claritchas, Fabi, Cashew - e também os vacos do Pato e da Theys: nao é a mesma coisa sem vocês aqui! Minha mae, minhas irmas, minha vó e tio Fernando: morro de saudades. Obrigado por tudo. Meu amor é incondicional.)


martes, 22 de enero de 2008

Recuerdos y promesas de un vaso azul

Fue casi un miedo. Casi un suspiro, quizás. Un aliento. Brisa.
Fue casi nada. Como si, por un momento, la nada pudiera medirse en algo enormemente palpable, sensible. Eso fue.
Y en la amenaza de un fulgor tímido e inusitado de unos ojos cansados, en una sonrisa que inadvertida se escapa de los labios cerrados, se hizo abundante, fértil, voraz.
Tan pronto como eso. Zás.
Y así se fue. Casi un alivio. Casi un gemido, quizás. Un sollozo. Tierra.
Casi nada. Y, aún así, tan lindo. Tan hermoso.

 

De la ómega, se vuelve a la alfa.

miércoles, 16 de enero de 2008

A Estrada

De volta à Ciudad de la Furia, com apenas uma canção na cabeça.

Depois eu escrevo mais...

 

 

"Você não sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas
Antes de dormir, eu não cochilei
Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio
Chorei

 

A vida ensina e o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção
Com a fé do dia-a-dia encontrar solução
Encontrar solução
Quando bate a saudade, eu vou pro mar
Fecho os meus olhos e sinto você chegar
Você chegar

 

Quero acordar de manhã do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo e sorrindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim


Quero
Quero acordar de manhã do teu lado
E aturar qualquer babado
Vou ficar apaixonado
No teu seio aconchegado
Ver você dormindo é tão lindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim

 

Meu caminho
Só meu Pai pode mudar"

(Cidade Negra)