Se eu me jogar, será que flutuo?
E, se flutuar, continuarei sendo eu?
E, se for, chegarei aos céus?
Pff...
É para rir. Mas ainda mais irônico é descobrir as próprias contradicoes. O meu discurso sobre abismo e chao, quando meus olhos estavam fixos no horizonte. E era um horizonte como o das montanhas alterosas que marcam minhas origens...
Ai... descobrir-me tao mineiro... que engracado...
O hiato entre o aparente e o oculto.
Os olhares, as palavras, os gestos. Tao enganosos ao olho destreinado...
E as suspeitas, a desconfianca, a necessidade do cálculo.
As riquezas ocultas embaixo do colchao, no fundo da gaveta, dentro do santo. Mas perceptível a alguns.Me jogar? Rá.
Mas tudo que é concreto, um dia se desmancha no ar.
E, entao, me provocam. E me empurro.
A pergunta que fica: caio?
Colocando-me à prova. Apostando meu mundo e a mim mesmo.
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