miércoles, 7 de febrero de 2007

Desafiando a gravidade

Se eu me jogar, será que flutuo?

E, se flutuar, continuarei sendo eu?

E, se for, chegarei aos céus?

 

Pff...

 

É para rir. Mas ainda mais irônico é descobrir as próprias contradicoes. O meu discurso sobre abismo e chao, quando meus olhos estavam fixos no horizonte. E era um horizonte como o das montanhas alterosas que marcam minhas origens...

Ai... descobrir-me tao mineiro... que engracado...

O hiato entre o aparente e o oculto.

Os olhares, as palavras, os gestos. Tao enganosos ao olho destreinado...


E as suspeitas, a desconfianca, a necessidade do cálculo.
As riquezas ocultas embaixo do colchao, no fundo da gaveta, dentro do santo. Mas perceptível a alguns.

Me jogar? Rá.

Mas tudo que é concreto, um dia se desmancha no ar.

E, entao, me provocam. E me empurro.

A pergunta que fica: caio?

 

Colocando-me à prova. Apostando meu mundo e a mim mesmo.

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