Hoje, caminhando por Buenos Aires, Centro Cultural da Recoleta, um domingo de sol e céu azul, depois de um sábado nublado e uma noite fria; hoje, um dia de solidão após tantas bocas e sorrisos, abraços e vozes; hoje, um dezoito de fevereiro, descobri, em um painel frio sobre uma escritora que nunca li, em um corredor esquecido daquele lugar, entre livros atados por correntinhas que impeddisem que incautos os guardassem em seus bolsos, que petisa, descobri, se escreve com S. E, ainda meio duvidoso, quiçás incrédulo, não pude evitar sorrir. Um sorriso já sem muito sentido, mas enfim.
Hay recuerdos que no voy a olvidar... En fin...
E volto depois a casa, a cabeça quente, a garganta seca, o corpo cansado. K. me oferece abraço. Mas há léguas demais entre nós. E muitos poucos metros que me separam de meus travesseiros, tão solitários como eu. Desço à inexistência, procurando - quem sabe mais tarde - voltar a algo que ainda não sei bem o que é.
Hoje, depois de tantas bocas e sorrisos, queria poder ter um que se abrisse exclusivamente e sincero para mim. Sorrizo, talvez. Vai, Carlos, ser gauche na vida. Mas sei que não vou por ali.
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