Há uns dois ou três anos, em uma mostra de cine latino-americano em Brasilia, assisiti com a Caju um filme argentino: Cielo Azul, Cielo Negro. Era uma dessas mostras do CCBB, com horários de sessao pouquíssimo convenientes e entradas simbólicas... Passavam dois ou três filmes por dia, um depois do outro...
Pois bem, aquele se tornou um dos meus filmes preferidos – ao lado de The Godfather (parte 2), Butterfield 8, Twelve Angry Men, Lola rennt, Exiles, enfim... Fui vê-lo duas vezes durante aquela mesma mostra e, alguns meses depois, quando esteve em cartaz por curtíssimo período, o vi pela terceira vez. Completamente apaixonado.
Comprei a indignacao de vários amigos com isso. Arrastava-os ao cinema comigo, prometendo-lhes uma das melhores experiências da vida deles. Mas aquela sequência de imagens superpostas, os sons ininterruptos, os acontecimentos nao lineares, a narracao confusa, as coreografias, tudo aquilo parecia encantar a mim apenas. E à Caju...
Quando vim a Buenos Aires – tema que já foi objeto de um post recente – procurei o dvd em alguns lugares, mas sem resultados... Voltei com as maos vazias a Brasília, mas certo de que tornaria a ver aquele filme.
Finalmente, quando regressei a esta cidade já nao como visitante, mas como residente, tinha a firme conviccao de que encontrar Cielo Azul, Cielo Negro era uma questao de tempo.
Talvez um pouco mais de tempo do que pensava.
Perguntava aos meus amigos daqui se a haviam visto e a resposta era sempre negativa, mesmo entre os mais ligados ao mundo do cinema... Aos poucos, comecei a desconfiar de que o filme nao havia sido distribuido no circuito comercial, diminuindo significativamente minhas chances de voltar a vê-lo.
Foi uma surpresa quando, conversando com uma colega de trabalho, ela contou-me que conhecia uma das diretoras – que, em realidade, era coreógrafa, ajudando-me a entender o sentido do movimento ao longo de todo filme... Dias depois, ela me enviou um e-mail com seu endereco eletrônico. Eu deveria escrever-lhe perguntando sobre como conseguir ter acesso ao meu objeto de desejo (já quase uma obsessao).
Esperei alguns dias até que pudesse comentar o fato com a Agustina. A idéia era promover meu ingresso quase triunfal ao cine club... Juntos preparamos o e-mail a Paula de Luque.
No dia seguinte, ela me respondeu. Nao mais que duas ou três frases secas, dizendo que eu deveria entrar em contato com a produtora. Broxei. E nao escrevi.
Entao, hoje, a produtora me escreveu, supostamente com a desculpa de que o e-mail que a diretora tinha me mandado nao era correto. Pedia mais detalhes.
Sem nada a perder, apostei minhas últimas fichas. Em tom nada formal, quase íntimo, confessei minha admiracao e minhas humildes pretensoes. Nao deixei espacos para eventuais ilusoes de oportunidades e riquezas. Eu nao era mais que um fan, que nem sequer entedia muito bem de cinema, mas que queria, de qualquer maneira, assistir e mostrar para outras pessoas aquele filme que tanto me apaixonava... Esclareci que o que buscava era algo supostamente simples. Mas apenas uma coisa mais na infinita lista de complicadas coisas simples. Porque eu nao tinha disponibilidade nem intencao de desembolsar qualquer centavo além dos limitados recursos de um estudante... Porque eu tampouco esperava que eles abrissem maos daquilo que é o pao...
E, ao apertar o “enviar”, via a bolinha branca e pesada rolar.
Alea jacta est.
Esperemos.
Pois bem, aquele se tornou um dos meus filmes preferidos – ao lado de The Godfather (parte 2), Butterfield 8, Twelve Angry Men, Lola rennt, Exiles, enfim... Fui vê-lo duas vezes durante aquela mesma mostra e, alguns meses depois, quando esteve em cartaz por curtíssimo período, o vi pela terceira vez. Completamente apaixonado.
Comprei a indignacao de vários amigos com isso. Arrastava-os ao cinema comigo, prometendo-lhes uma das melhores experiências da vida deles. Mas aquela sequência de imagens superpostas, os sons ininterruptos, os acontecimentos nao lineares, a narracao confusa, as coreografias, tudo aquilo parecia encantar a mim apenas. E à Caju...
Quando vim a Buenos Aires – tema que já foi objeto de um post recente – procurei o dvd em alguns lugares, mas sem resultados... Voltei com as maos vazias a Brasília, mas certo de que tornaria a ver aquele filme.
Finalmente, quando regressei a esta cidade já nao como visitante, mas como residente, tinha a firme conviccao de que encontrar Cielo Azul, Cielo Negro era uma questao de tempo.
Talvez um pouco mais de tempo do que pensava.
Perguntava aos meus amigos daqui se a haviam visto e a resposta era sempre negativa, mesmo entre os mais ligados ao mundo do cinema... Aos poucos, comecei a desconfiar de que o filme nao havia sido distribuido no circuito comercial, diminuindo significativamente minhas chances de voltar a vê-lo.
Foi uma surpresa quando, conversando com uma colega de trabalho, ela contou-me que conhecia uma das diretoras – que, em realidade, era coreógrafa, ajudando-me a entender o sentido do movimento ao longo de todo filme... Dias depois, ela me enviou um e-mail com seu endereco eletrônico. Eu deveria escrever-lhe perguntando sobre como conseguir ter acesso ao meu objeto de desejo (já quase uma obsessao).
Esperei alguns dias até que pudesse comentar o fato com a Agustina. A idéia era promover meu ingresso quase triunfal ao cine club... Juntos preparamos o e-mail a Paula de Luque.
No dia seguinte, ela me respondeu. Nao mais que duas ou três frases secas, dizendo que eu deveria entrar em contato com a produtora. Broxei. E nao escrevi.
Entao, hoje, a produtora me escreveu, supostamente com a desculpa de que o e-mail que a diretora tinha me mandado nao era correto. Pedia mais detalhes.
Sem nada a perder, apostei minhas últimas fichas. Em tom nada formal, quase íntimo, confessei minha admiracao e minhas humildes pretensoes. Nao deixei espacos para eventuais ilusoes de oportunidades e riquezas. Eu nao era mais que um fan, que nem sequer entedia muito bem de cinema, mas que queria, de qualquer maneira, assistir e mostrar para outras pessoas aquele filme que tanto me apaixonava... Esclareci que o que buscava era algo supostamente simples. Mas apenas uma coisa mais na infinita lista de complicadas coisas simples. Porque eu nao tinha disponibilidade nem intencao de desembolsar qualquer centavo além dos limitados recursos de um estudante... Porque eu tampouco esperava que eles abrissem maos daquilo que é o pao...
E, ao apertar o “enviar”, via a bolinha branca e pesada rolar.
Alea jacta est.
Esperemos.
No hay comentarios.:
Publicar un comentario