Sabe, eu sei que pode parecer chocante, mas eu prefiro as putas. Nao, nao me refiro a estas que andam pelas ruas, que enchem as páginas de catálogos (ou books, se você prefere os eufemismos) em hotéis n-estrelas ou as colunas dos classificados (embora deva confessar que estas provavelmente tenham mais coisas que me interessam que as puritanas que habitam os círculos da cultivated society...)
Ah, uma mulher, para ser digna desse título, tem que ter algo de puta. Tem que ter um olhar, tem que poder - oops - se esbarrar em você quase sem querer, tem que deixar que você veja algo que - ai - nao deveria... Tem que provocar, que aticar... Tem que ter desejo.
Ah, uma mulher, uma mulher de verdade, tem que ter sede, vontade de morder, de apertar, de engolir... Com os olhos. Discretamente e faminta. Faminta, mas calma, meticulosa. Enquanto sorri aos olhos dos demais comentando alguma coisa insignificante sobre a comida, sobre o tempo, sobre a vida chata e comum das pessoas chatas e comuns... The perfect bitch...
Sinceramente, eu prefiro as putas, as despudoradas, as que nao têm vergonha de dizer que adoram ter prazer, que adoram seduzir, que adoram ser olhadas, desejadas, possuídas... ao mesmo tempo em que têm a mais absoluta certeza que, de qualquer maneira, sao elas que possuem...
Ah... eu prefiro as putas como eu prefiro a vida. Ou talvez deva dizer que prefiro as putas porque prefiro a vida. A vida que também te olha, com o canto dos olhos, furtivamente, prometendo-se. Apenas se... Um passo mais. Você se arrisca?
Ah, meus caros, as putas... as putas... Sao as melhores.
Pd: alguém aí passou pela experiência da piranha no banheiro? hahahaha. Eu recomendo. Mas essa já é outra história. Hoje o papo é um pouco mais metafísico...
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