viernes, 9 de marzo de 2007

Reencontro

Ela volta à cidade. Depois da aula, quando a lua já vai alta no céu, ele a espera. Reencontros.
Tomam vinho e, entre um gole e outro, vao desfiando as contas de suas vidas. Primeiro ela, ele depois. Oracoes entrecortadas, regressoes e digressoes – que refletem idéias, que revelam experiências, que os poem a descoberto. Os olhos se cruzam algumas vezes, mas, na maior parte do tempo, vagam pela sala...
Eles estao nus um diante do outro. Nao se olham, mas se vêem. Falam, mas sabem que os significados vao muito além dos fonemas que reverberam. Obviacoes, elipses e silepses. Também negras lacunas.
Chegam as empanadas. Eles comem, bebem, fumam, enquanto o tempo escorre.
O tempo, os sons, os gostos. As imagens, as texturas, os vapores. Tudo comunica. Os transforma em um corpo comum. Comunhao.
E, quando ela vai embora, ele se deita e dorme.

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