Play that sax! Let the piano rule...
Porque hoje merece.
Baile de máscaras e, oops, acho que caiu.
Não era sem tempo.
Hilário ver Ms. Perfection em plena contradição...
Conto. Sem muitos detalhes porque pode ficar chato.
Todos sabem que Ms. Perfection se muda. E também sabem que Pedrinho vai substituí-la. Melhor dizendo: vai desbancá-la, porque Pedrinho é mooooooiiiittttooooo melhor que Ms. Perfection. Ela até fingiu uma alegria em saber da notícia. Digna. Claro, não seria diferente.
Eis que no intervalo, um desconhecido colombiano se interessou em mudar para o ap também. Pensei que não. Mas o menino se dizia sem lugar para ficar. Magnânimo, disse: tudo bem, vc pode ficar por uns dias para não ter que ficar em baixo da ponte. O colombiano, que pela folga podia ser brasileiro (tenho que admitir, a América Latina tá infestada de folgados...), entendeu: posso ficar um mês inteiro. Entendeu errado, naturalmente. Eu até ia corregi-lo, mas ele já meteu a mão pelos pés antes...
Sem ter nada combinado comigo, liga para casa e fala com Ms. Perfection. E fala tudo: que fica um mês, que quer saber quanto tem que pagar, que passa no dia seguinte para visitar o lugar e, o que é mais, pega o endereço. Ms. Perfection, boa, dá o endereço. Como já era noite e eu tenho uma vida social, só vim a saber disso hoje... Enfim, a merda já estava no ventilador e eu só esperando o ventinho...
Estava escrevendo para o colombiano para explicar que as conclusões dele estavam equivocadas, que uns dias é distinto de um mês e que eu não pretendia que el ficasse eternamente no apartamento... Enfim, mais uma vez ele se adiantou. Tocou o telefone. Já não gostei da voz... Com minha conhecida sutileza, expliquei que uns dias são uns dias e que não ia cobrar um mês justamente porque não queria qualquer compromisso e que o que eu estava fazendo era só porque ele tinha dito que não tinha lugar para ficar. Ele pareceu que entendeu e ponto.
Nada... Depois de um dia puxado mas maravilhoso de trabalho, encontro Ms. Perfection e seu pretendente mais uma vez debruçados sobre os computadores tentando fazer a bendita prova deles. A cozinha continuava suja (menos suja que duas horas antes, quando passei em casa com a intenção de comer alguma coisa e tive que mudar de planos porque era impossível esquentar uma água para fazer um chá sequer). Ms. Perfection se levanta e vem falar comigo. Se o colombiano vai ficar um mês, etc, etc, corresponde pagar o aluguel. Opa!
Disse que ele nâo ficaria um mês. Ah, mas ele disse. E que me importa o que ele disse? Eu digo que não fica. Ah... Não sabia o que dizer. Repeti a história. Contei do meu drama: na nossa cultura maldita, oferece-se a mão, querem o braço... E eu já arrependido de ter querido ajudar um pobre doutorando sem lugar para morar... Enfim. Ficou claro que Ms. Perfection não queria que o colombiano viesse. Tentava argumentar e não conseguia. Subiram os ânimos. E onde estão os argumentos??? E bastaria dizer: não quero. E ponto. Mas não pode. Porque não é certo. Porque o menino não tem casa. Porque eu já dei minha palavra. Porque não. Porque eu estive errado em não consultá-la. E porque se ele fica um mês... Etc, etc, etc.
Claro que escrevi para o colombiano dizendo que já não rola. Enfim, ele tem gingado suficiente para encontrar um puxadinho para ele. Só não sobra inteligência... E, naturalmente, tive que repetir várias vezes com todas as letras: sim, a decisão é minha de dizer ao colombiano que não venha porque eu não quero. Não é mentira. Mas também é verdade que Ms. Perfection não quer. Ah, mas isso é muito feio. Isso não pode...
Veremos como isso acaba. Semana que vem chegam duas amigas minhas. Já não haverá a desculpa do desconhecido... Além do mais, ela conhece as visitas... Então? Será que quebra a máscara?
Façam suas apostas, amores.
Eu vou viajando no piano do Monk...
E fazendo minha tradução... Porque dinheiro nunca sobra!
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