Sexta-feira, finalmente.
A semana foi agitada. As próximas serao ainda mais... Ah, como é bom perder-se nesse ritmo alucinante. Pensar, pensar, pensar. Para quê? Nao há sentido no pensamento que se projeta para além dos próximos instantes. As conjecturas metafísicas, as inquietacoes filosóficas, os questionamentos existencialistas... Hell with that. Prefiro perder-me embriagado na vertigem dos acontecimentos. Saltar de um a outro, continuamente, ininterrupto. Ir somando incoerências que vao compondo um mosaico que, no fim, sou eu. Muito mais autêntico que todas as minhas próprias racionalizacoes.
No fundo, será por isso que nao pude conviver com Ms. Perfection. E como com ela, inevitablemente esbarrarrei nas quinas que se multiplicam por aí. Arestas de quadrados perfeitos aos quais, eu, viscoso, amorfo, jamais me encaixarei.
E, portanto, hoje é sexta. E chega a Caju. E muitos outros. E vem a Creamfields. E depois mais. E mais.
A intensidade de sentidos. Que talvez nao me satisfarao. Mas certamente aliviarao a dor de saber que nao existe muito mais além deste imenso vazio.
Enquanto o amor nao vem. E depois que o amor se quebra.
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