miércoles, 22 de noviembre de 2006

A ciencia da podridao e outras coisas


Tá, eu sei que nao devia falar sobre esse tipo de coisa aqui... Imaginem o dia em me torne um homem público importante (importante, pois públicos somos todos... bem, talvez eu quisesse ser um pouquinho mais... mas, neste caso, acho que seria rodado, nao público, a palavra mais adequada... mas estou perdendo o fio) e decidam usar essas coisas contra mim... Mas, enfim, quem nao deve nao teme. E é fato público e notório – pelo menos entre as pessoas que convivem minimamente comigo – que eu, simplesmente, nao sei segurar pum (ou peido, se preferem). Nao consigo e ponto. Nunca aprendi. Nao sei fazer. E nem me parece normal tentar. Convenhamos: todos peidamos. E o peido é também uma maneira de (re)conhecer o próximo.


Com a Caju, por exemplo, outro dia conversávamos sobre isso. Que amigo pode se considerar verdadeiro digno desse nome se nao é capaz de identificar seu contraparte pelo cheiro do peido? Nenhum, meus caros, nenhum. Aliás, com nada mais que o olfato, o verdadeiro amigo percebe se você anda comendo bem, se encheu a cara ontem ou se você precisa, definitvamente, procurar um médico.


Pois bem, dito isto, devo confessar que, atualmente, creio que surpreenderia mesmo os meus melhores amigos – incluindo a Caju, cujos dons olfativos superam minha compreensao, e o Darío, cuja cumplicidade em momento bostísticos é realmente assombrosa... O fato é: eu ando fugindo do meu próprio pum. E o pior: acho que conheco o motivo de tamanha mudanca.


A grande vila? The Coca Cola Company. Sim, meus caros!!! A Coca Cola deve estar fazendo isso comigo.


Tudo comecou na sexta-feira passada. Como de praxe, convidei uns amigos para jantar em casa. Lasanha em homenagem à comitiva brasileira que passava por Buenos Aires. Enchi a geladeira de cerveja, comprei uma garrafa de vodka e, para nao pesar a consciencia, comprei duas garrafas de 2,25 litros (sim, isso é medida aqui na Argentina) de refrigerante. Uma Coca e um Sprite. Naturalmente, a noite correu como devia, sem que qualquer pessoa sequer tocasse as garrafas de bebidas nao-alcóolicas (por sorte, também a vodka permaneceu intacta – trouxeram outras tantas garrafas de vinho e ficamos só nos fermentados mesmo...). Daí surgiu o meu dilema...


Nunca fui de tomar refrigerante. Nao gosto e dá gases (we´re getting to the point). Mas, criado que fui na ética de Dona Sarah, nao suporto a idéia de comprar algo e nao consumir... Me vi com aquelas duas garrafas na geladeira. Pensei: ok, o Sprite pode esperar pacientemente até a abertura da vodka. Afinal, Sprite com vodka connects people. Mas o que fazer com os 2,25 litros de Coca Cola. Tsssssssssssssssss. E os abri. Desde entao, ou desde o domingo, para ser mais exato, tomo um ou dois copos de Coca durante o dia. E o efeito é imediato. Puns insuportavelmente fétidos, que se projetam com incrível forca cu afora, com uma ânsia incontrolável de ganhar o mundo. Expandem-se rapidamente, provocando pavor e desespero em minha pessoa e semeando a discórdia entre os que me cercam. Constrangedor, é tudo o que posso dizer.


Ainda falta pouco menos da metade da garrafa. E fico pensando se resistirei até lá. Tenho considerado fortemente a alternativa de processar The Coca Cola Company por danos gastro-instestinais, materiais, morais e sociais.


Mas, meu maior medo: quando este pesadelo acabar, voltarei ao meu cheirinho habitual de antes? Temo que meus amigos nao suportariam tamanha perda...



 


 


Mudando de assunto, adorei um bafón que publicaram no La Nación de ontem. Este é um dos jornais mais lidos aqui na Argentina. Tem uma linha editorial bem conservadora, de direita, com forte influência católica. E eis que uma das colunas de opiniao de página inteira de ontem se referia ao grande tópico do atual do parlamento italiano. Como eu sou péssimo com nomes, o relato ficará bem menos interessante, mas vamos lá.


Como é de conhecimento geral, o Parlamento italiano sempre arrasa – como tudo naquele país, desde a máfia até Versace. Pois bem, depois da Cicciolina, elegeram ano passado a primeira trava a ocupar um assento na câmara representativa no mundo. A mídia diz que ela é trans, mas, técnicamente, é trava mesmo – e nao parece demonstrar a mínima intencao de tirar o bilau. A D O R O. Pois bem, provavelmente em um dia de discussoes acalouradas, a deputada deve ter exagerado na água e teve que ir ao banheiro. Feminino, naturalmente. Quem estava por aquelas bandas? Nada (nada mesmo, porque essa criatura com certeza nao é gente) menos que a neta do Mussolini. Sim, na Itália, diferentemente da Alemanha, essas figuras nao apenas sobrevivem, como ainda podem ter carreira política... A facista querida, criada na melhor das tradicoes, naturalmente, sentiu-se ofendidíssima pela presenca da colega boneca. Nas palavras dela, sentiu-se agredida sexualmente. Deve ter sido alguma coisa meio Cocoon (se escreve assim), porque, pelo menos segundo nos consta, nao houve qualquer contato físico entre as duas (para a sorte da nossa colega trava – porque podridao pega...). Resultado: bafafonds forte no parlamento... E o La Nación cobrindo, com página inteira. A D O R O.


Mas adoro mesmo é um outro deputado, La Russa. Perguntado sobre o que achava da situacao, ele disse: se fosse a Sra. Mussolini, estaria mais preocupado com a outra deputada (nao me lembro o nome, merda), que é lésbica. Arrasa!


Como resolver? Pensaram criar uma terceira categoria de banheiro. Hum... qual seria a plaquinha na porta? Mandem suas propostas.


Taí o link para nao acharem que to mentindo: http://www.lanacion.com.ar/860630.



 


 


Piadinhas a parte, hoje seria aniversário do meu tio Nicola. Uma tristeza fina corta o dia. Saudades do meu companheiro de xadrez. Mais pai que o meu próprio... Saudades.


 


Saudades também da Jade. 28 anos ontem. E eu ainda nao fui visitá-la na fazenda... What a shame...

2 comentarios:

  1. hahahahahahahahahahahahahaha
    ai, celo!!! puta merda!!! hahahaha literalmente!

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  2. Não! Eu e a Hello Kitty não soltamos pum! E vc se lembra bem de como fui grossa com a peidorrenta da minha academia! Não ,Marcelo, eu preferiria não ter tido essa informação hoje. Não. Vou tomar banho e usar creminho da L'Occitane depois. Vc me feriu quase mortalmente.

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