domingo, 12 de noviembre de 2006

Creamfields 2006

O que escrever? O que dizer além de: "foi ótimo"?

Três anos depois. A mesma festa e tudo tão diferente.

Mas várias coisas que marcavam que ali tratávamos de dar continuidade a algo que não terminou nunca e que sempre continuará. No final, os amigos sempre ficam.

Faltou o Dario - sí, viejo, te extrañé muchísimo toda la fiesta y, una vez más, mientras nos íbamos entre millares de personas, miraba hacia todos los lados esperando repetir el encuentro de hace tres años cuando, tras haber pasado toda la noche prácticamente solo, te encontré a vos y a tus amigos, parra cerrar con gran finale mi noche que si no hubiese sido tan solo excelente, pero no muy linda...

Mas estavam Bola e Caju... Dois companheiros que juntos chegamos a esta cidade, juntos partimos e depois cada um voltou, à sua maneira, com suas lembranças, com suas histórias, com seus planos. Bola e Caju: minha noite foi muito mais linda por ter passado com vocês. Eu os amo!

Mas o que contar? Talvez dizer que chegamos às 23hs, já no meio da festa, que desde o início da tarde começara em Puerto Madero. Eu a procura do Cajero del Banco de la Provincia, que não existia. Ou se existia, não existiu. Perder-me de todos e depois encontrar-me, para então não separar-me mais.

Dezenas (centenas?) de milhares de pessoas. Todos os tipos. Muitas mais lindas que outras. Outras nem tanto. Gente que frita ao lado de gente que vai para observar o que aquele cara faz para transformar batidas, vozes, ruídos, em uma inexplicável experiência. Um pacífico tumulto para disputar um lugar dentro do campo de sonoro. Maré de corpos que se movem - em trânsito ou não, mais ou menos violentamente. Depois é vento, e campo. Frio? Algum. Seguido de um calor gostoso ao dançar com os olhos fechados ou das mãos que massageiam ao ritmo da música.

E assim até acabar-se o último set. Depois, caminhar rumo à próxima festa, ao longo do rio, uma manhã de céu azul, sem nuvens. Mais festa, mais música. Mais e mais e mais. Tudo adquire sentido em seu momento, pra depois desfazer-se plenamente. Não sobrarão além de borrosas recordações de que se foi feliz.

Comendo medialuna recheada com jamón y queso em um dos poucos cafés abertos em um domingo de sol. Ao lado da pessoa mais querida. Sim, fomos felizes.

Faltaste vos, Daro.

2 comentarios:

  1. Medialunas eu entendo. Já comi com geléia de durasno. Ou seria durazno. Sei lá. Só sei que acho feio.

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  2. Durazno. Mas só por aqui, porque acima do Trópico de Capricórnio vira melocotón...
    E nao é feio nao. Mas ainda prefiro medialuna com presunto e queijo... Doce com salgado... Nhami!

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