Meus caros, tenho que admitir, chegou ao inadmissível.
No comeco, eram os tils e alguns acentos que faltavam. Culpa do teclado argentino... Depois, uma crase que sobrava, um por que trocado por um porque, uma preposicao que nao cabia, enfim, miudezas, distracoes, lapsos... Pelo menos, era assim que eu procurava justificar algo que nao mereceria outro nome senao erro. Erros, no plural.
Mas a obscenidade chegou ao intolerável. E nem precisou que a Krishna me apontasse o dedo: eu mesmo tive que presenciar a fatal cena. Publicamente, diante dos olhos de todos, escrevi: fui mal. Sim, poderia ter tentado corrigir: foi mal. Mas a verdade é que nao era essa minha intencao. Eu errei mesmo. Grotescamente. Troquei mau por mal. Depois dessa, escrever fasso ou deicho parece piada. E nao tenho certeza de que esteja muito longe deste ponto.
Estarei eu encaminhando-me à grafia dos miguxos cibernéticos? O pior é que penso que meus dons jamais alcancarao tamanha complexidade. Estarei condenado à torpeza dos erros vis e vexatórios. À mediocridade dos corregidos, degrais ou irmoes...
Frente a este quadro desalentador, considero fortemente a possibilidade de fazer uma rápida incursao a Puerto Madeiro e jogar-me da ponte fálica... Seria uma morte digna.
Mas, como sou covarde, acho que vou encomendar uns bons livros de literatura, uma gramática, um dicionário e um manual de redacao e estilo. Porque está difícil fazer a manutencao do sistema em terras portenhas. E eu tenho vergonha na cara.
Amo todos vocês.
Beijos.
Pois é. Só lembrando: no post acima, depois deste, é estereótipo. É essa língua aí do demo que vc tá falando demais...
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